Empate com Flávio acende alerta e PT fala em acelerar campanha; oposição mantém estratégia
Pesquisa Quaest desta semana mostrou o petista e senador empatados no segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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A menos de um mês do primeiro turno das eleições, aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que será necessário acelerar as atividades de campanha e ampliar o contato com eleitores. Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não prevê mudanças, mantendo economia, segurança pública e a crise do STF no centro da estratégia.
As avaliações foram feitas pelas equipes após a divulgação da pesquisa Quaest, nessa segunda-feira (7), que apontou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto. O presidente oscilou de 42% na pesquisa de 2 de setembro para 41% na desta semana. O senador manteve o percentual.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Lula também empatou tecnicamente com Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Lula
Um interlocutor do PT afirmou que o resultado “demonstra a necessidade de fazer muito mais na campanha” e de falar “com muito mais gente”.
Segundo ele, o objetivo será deixar mais claras as diferenças entre os dois projetos e reforçar o contraste entre os governos Lula e um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
A avaliação é compartilhada, em linhas gerais, por outros aliados. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse acreditar que deve haver mudança na estratégia, mas ponderou que os dados são “conjunturais”. Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) defendeu que a campanha deve reforçar temas como “democracia, soberania e direitos”.
Correia também avaliou que a estabilidade de Lula na pesquisa é positiva diante da crise que atingiu o STF (Supremo Tribunal Federal) e da tentativa da oposição de “colar” o caso no presidente Lula.
Flávio Bolsonaro
A avaliação interna é de que o senador está em “tendência de recuperação” nas pesquisas, enquanto Lula estaria perdendo apoio popular.
O grupo também pretende continuar explorando o desgaste provocado pela crise entre ministros do STF e a relação do governo Lula com a Corte.
Em ato político de 7 de Setembro, realizado na segunda-feira (7), na Avenida Paulista, o senador voltou a atacar Moraes e ligou Lula ao ministro.
“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disse o presidenciável em discurso. Para o candidato do PL, há um “consórcio” de Lula com o ministro e prometeu que, se eleito, vai trabalhar para “resgatar a credibilidade” do Supremo.
Caso Master
Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos da investigação sobre o Banco Master que reúnem mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um interlocutor que a Polícia Federal aponta como sendo Alexandre de Moraes.
Nos diálogos, Vorcaro pede ajuda em relação às investigações contra o banco, questiona o ministro sobre a possibilidade de ser preso e chega a perguntar se deveria deixar o país.
As mensagens também indicam pedidos de atuação junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo Mendonça, os elementos precisam ser analisados pelo plenário do STF, que poderá avaliar inclusive a possibilidade de investigação envolvendo Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, é quem deverá decidir se e quando o caso será levado ao colegiado.
Mais da Quaest
A pesquisa também mostra que Flávio tem 29% no primeiro turno, contra 36% de Lula. O petista oscilou um ponto para baixo desde a pesquisa de 2 de setembro, enquanto Flávio manteve o mesmo percentual.
Outro dado que chama atenção é a rejeição: 55% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro, contra 53% que rejeitam Lula. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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