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Empate com Flávio acende alerta e PT fala em acelerar campanha; oposição mantém estratégia

Pesquisa Quaest desta semana mostrou o petista e senador empatados no segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados com 41% das intenções de voto em simulação de segundo turno, conforme pesquisa Quaest.
  • O PT planeja acelerar a campanha e ampliar o contato com eleitores para destacar diferenças entre os projetos de governo.
  • A oposição, liderada por Flávio, mantém a estratégia focada em economia e segurança pública, explorando a crise no STF.
  • No primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto contra 29% de Flávio, com rejeição de 53% e 55%, respectivamente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Flávio
No primeiro turno, Lula tem 36% das intenções de voto contra 29% de Flávio Montagem: Ricardo Stuckert/PR e Charles Vieira

A menos de um mês do primeiro turno das eleições, aliados de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que será necessário acelerar as atividades de campanha e ampliar o contato com eleitores. Do outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não prevê mudanças, mantendo economia, segurança pública e a crise do STF no centro da estratégia.

As avaliações foram feitas pelas equipes após a divulgação da pesquisa Quaest, nessa segunda-feira (7), que apontou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto. O presidente oscilou de 42% na pesquisa de 2 de setembro para 41% na desta semana. O senador manteve o percentual.


A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Lula também empatou tecnicamente com Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Lula

Um interlocutor do PT afirmou que o resultado “demonstra a necessidade de fazer muito mais na campanha” e de falar “com muito mais gente”.


Segundo ele, o objetivo será deixar mais claras as diferenças entre os dois projetos e reforçar o contraste entre os governos Lula e um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

A avaliação é compartilhada, em linhas gerais, por outros aliados. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse acreditar que deve haver mudança na estratégia, mas ponderou que os dados são “conjunturais”. Já o deputado Rogério Correia (PT-MG) defendeu que a campanha deve reforçar temas como “democracia, soberania e direitos”.


Correia também avaliou que a estabilidade de Lula na pesquisa é positiva diante da crise que atingiu o STF (Supremo Tribunal Federal) e da tentativa da oposição de “colar” o caso no presidente Lula.

Flávio Bolsonaro

A avaliação interna é de que o senador está em “tendência de recuperação” nas pesquisas, enquanto Lula estaria perdendo apoio popular.


O grupo também pretende continuar explorando o desgaste provocado pela crise entre ministros do STF e a relação do governo Lula com a Corte.

Em ato político de 7 de Setembro, realizado na segunda-feira (7), na Avenida Paulista, o senador voltou a atacar Moraes e ligou Lula ao ministro.

“Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, disse o presidenciável em discurso. Para o candidato do PL, há um “consórcio” de Lula com o ministro e prometeu que, se eleito, vai trabalhar para “resgatar a credibilidade” do Supremo.

Caso Master

Na semana passada, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de documentos da investigação sobre o Banco Master que reúnem mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a um interlocutor que a Polícia Federal aponta como sendo Alexandre de Moraes.

Nos diálogos, Vorcaro pede ajuda em relação às investigações contra o banco, questiona o ministro sobre a possibilidade de ser preso e chega a perguntar se deveria deixar o país.

As mensagens também indicam pedidos de atuação junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo Mendonça, os elementos precisam ser analisados pelo plenário do STF, que poderá avaliar inclusive a possibilidade de investigação envolvendo Moraes. O presidente da Corte, Edson Fachin, é quem deverá decidir se e quando o caso será levado ao colegiado.

Mais da Quaest

A pesquisa também mostra que Flávio tem 29% no primeiro turno, contra 36% de Lula. O petista oscilou um ponto para baixo desde a pesquisa de 2 de setembro, enquanto Flávio manteve o mesmo percentual.

Outro dado que chama atenção é a rejeição: 55% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro, contra 53% que rejeitam Lula. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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