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Flávio Bolsonaro terá de equilibrar relação com China e EUA, diz senadora Tereza Cristina

Segundo a parlamentar, o Brasil tem uma relação importante com os chineses, enquanto os EUA são concorrentes no abastecimento

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro precisará equilibrar relações comerciais do Brasil com China e EUA, segundo a senadora Tereza Cristina.
  • China é a principal compradora do agronegócio brasileiro, enquanto os EUA são concorrentes no abastecimento.
  • Senadora destaca a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil e a necessidade de equilíbrio nas relações.
  • Tensões comerciais recentes são atribuídas à política tarifária do presidente Donald Trump.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A senadora Tereza Cristina - Crédito: @terezacristinams no Instagram

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que, caso Flávio Bolsonaro (PL) assuma a Presidência da República, terá de equilibrar as relações comerciais do Brasil com a China e os Estados Unidos, diante dos interesses concorrentes das duas potências no agronegócio. Segundo ela, as responsabilidades de um eventual governo exigirão uma postura pragmática nas negociações internacionais.

“Quando a pessoa senta naquela cadeira, as responsabilidades mudam”, afirmou a senadora, em entrevista à GloboNews, ao comentar como poderá ser a política de comércio exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. “Ele vai ter que ver as questões do Brasil, o que é importante para o Brasil”, acrescentou.

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Tereza Cristina disse que não conversou com Flávio sobre como ele pretende conduzir a política externa e comercial. Ressaltou, porém, que o agronegócio brasileiro mantém uma relação comercial importante com a China, principal compradora dos produtos do setor, enquanto os Estados Unidos são um concorrente do Brasil no abastecimento desse mercado em várias commodities.

“O agro que exporta tem uma relação com a China muito forte, porque ela é a nossa maior compradora, e competimos com os Estados Unidos com essa relação”, disse.

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Na avaliação da senadora, a relação com Washington também exigirá equilíbrio, considerando a importância dos investimentos norte-americanos no Brasil. Ela afirmou que os Estados Unidos são o maior investidor estrangeiro no país e um parceiro importante para a economia brasileira.

Tereza Cristina afirmou que espera uma condução equilibrada das relações comerciais com os dois países. Segundo ela, o Brasil conseguiu manter parcerias tanto com os chineses quanto com os norte-americanos, mesmo diante de divergências. “Eu tenho certeza de que o equilíbrio vai ser colocado à mesa nessas discussões”, disse.

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A senadora também atribuiu as tensões comerciais recentes à política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ela, não se restringe ao Brasil. “O presidente Donald Trump resolveu rever tarifas e discutir no seu governo com todos os países, não só com o Brasil”, afirmou.

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