Agro muda perfil de executivos e amplia busca por líderes estratégicos
Volatilidade e maior complexidade das operações aumentam a demanda por profissionais capazes de transformar incertezas em decisões que gerem resultados

Por trás de uma das maiores cadeias produtivas do país, também existe uma mudança silenciosa no perfil de quem toma as decisões. O novo executivo do agro precisa entender de campo, mercado, tecnologia e, cada vez mais, de pessoas.
Levantamento da EXEC mostra que 25% das contratações de C-Levels feitas pela consultoria para empresas do agro foram para a posição de CFO. O profissional que chega a essa cadeira precisa entender de finanças, mas também conhecer o ritmo e os desafios do campo.
“O C-Level que hoje ocupa a cadeira precisa não somente conhecer a lavoura, mas também saber estruturar capital, negociar dívida, operar hedge cambial, se relacionar com investidores e traduzir o ciclo sazonal do agro em disciplina de caixa”, explicou Carlos Ornellas, sócio da EXEC.

A procura por novos perfis não para aí.
Tecnologia, dados e inteligência artificial também ganharam espaço nas empresas do setor, assim como profissionais capazes de cuidar de pessoas, sucessão e inovação. A sustentabilidade entrou de vez nessa conta: deixou de ser apenas uma preocupação ambiental e passou a influenciar crédito, investimentos e acesso a mercados.
Para as empresas, encontrar esse profissional é apenas parte do desafio. Muitas operações estão longe dos grandes centros, o que torna a atração e a permanência de executivos mais difíceis. Carreira, autonomia, qualidade de vida e estrutura para a família passaram a pesar tanto quanto a remuneração.
“O agro precisa de líderes preparados para tomar decisões em um ambiente de incerteza, mas também precisa oferecer condições para que esses profissionais queiram ficar”, ponderou Ornellas.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp













