Haddad critica escolha de vice de Flávio Bolsonaro: ‘Uma das piores que poderia imaginar’
Ex-ministro também afirmou que Lula não vai interferir nas investigações da Polícia Federal que envolvem Lulinha
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (6) que a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República como uma das piores que se poderia imaginar.
“Eu não poderia imaginar a ousadia de colocar uma pessoa tão pouco qualificada nessa posição”, disse Haddad, em entrevista coletiva após uma reunião com lideranças e militantes em Iguape, no Vale do Ribeira.
O petista comparou a trajetória de Gaspar à do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que vai concorrer novamente ao posto na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) este ano.
“De um lado, você tem Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo, vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro do Desenvolvimento. Sempre ocupou todos os cargos com 50 anos de vida pública. Do outro, não dá nem para comparar”, disparou o ex-ministro da Fazenda.
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Haddad também afirmou que Flávio está isolado na corrida presidencial e disse não esperar uma escolha melhor de vice por parte do adversário, embora tenha dito que a indicação ainda assim o surpreendeu. Enquanto o senador tem uma chapa pura sem coligações, Lula conseguiu reunir os partidos de esquerda em torno de si, sendo eles: PSB, PDT, PSOL, Rede, PCdoB e PV.
Lulinha
O ex-ministro também afirmou que Lula não vai interferir nas investigações da PF (Polícia Federal) que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente.
“O Lula vai deixar a Polícia Federal trabalhar, porque a nós interessa a verdade”, ponderou Haddad. “Qualquer que seja, a verdade tem que ser conhecida”, completou.
Haddad disse ainda que o principal mérito do governo federal é garantir autonomia à PF e acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ter agido de forma diferente quando um de seus filhos era investigado, ao trocar o diretor-geral da corporação e promover a saída do hoje senador Sergio Moro do Ministério da Justiça.
Lulinha é investigado pela PF sob suspeita de tráfico de influência no governo federal. O caso ganhou novo desdobramento após a corporação identificar transferências da empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente, para o ex-chefe de gabinete de Lula, o cientista político Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
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