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Haddad diz que governo ainda estuda forma de fazer tarifa zero de transporte público

Para candidato, tema é complexo por envolver integração de modais

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernando Haddad estuda a implementação da tarifa zero no transporte público brasileiro, buscando uma forma fiscalmente neutra.
  • A complexidade do tema se deve à integração de diferentes modais de transporte, como ônibus e trilhos.
  • Haddad defende a tarifa zero para segmentos específicos da população, como estudantes e idosos, já aplicada em sua gestão na prefeitura.
  • Durante a sabatina, Haddad comentou sobre a situação fiscal de São Paulo e a "taxa das blusinhas", destacando o pedido dos estados para taxação de compras do exterior.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Candidato ao governo de SP afirma que equipe da Lula ainda tenta viabilizar tarifa zero em transporte público Jose Cruz / Agência Brasil

O candidato do PT ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a comentar nesta quarta-feira (19) sobre um possível plano nacional para implementação da tarifa zero no transporte público do Brasil.

Nós estamos estudando, no Ministério da Fazenda, uma forma de fazer com neutralidade, não é botando dentro do próprio setor o custo. “Como a gente faria para viabilizar a tarifa zero”, disse.


Haddad, que foi entrevistado pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico, relembrou que, anteriormente, já haviam sido estudadas modalidades de tarifa zero para a capital paulista.

Ele destacou, porém, que se trata de um tema complexo, em razão da integração de modais, como o de ônibus e o transporte sob trilhos.


Em seguida, ele defendeu uma modalidade de tarifa zero por segmentos da população, como voltada a estudantes e idosos, colocada em prática sob sua gestão à frente da prefeitura. “Tem várias alternativas sendo estudadas nesse sentido”, pontuou.

Blusinhas

Durante a sabatina, Haddad também foi questionado sobre a situação fiscal de São Paulo e possíveis medidas de aumento de arrecadação ou corte de gastos.


Nesse sentido, ele lembrou que, quando era ministro da Fazenda, recebeu pedido dos Estados reivindicando taxação de compras do exterior junto aos Correios, o que deu origem à chamada “taxa das blusinhas” no âmbito federal.

“Todos os secretários de Fazenda, inclusive o de São Paulo, pediram esse convênio, que foi feito com os Correios, para que essa remessa não entrasse como se fosse um presente”, disse Haddad, pontuando que o desgaste com a medida ficou apenas com o governo federal, ainda que os estados também tivessem passado a cobrar ICMS sobre essas mercadorias.


Apesar do recuo do governo Lula em cobrar sobre essas remessas de impostos federais, Haddad disse que não vê “nenhuma disposição” entre os governadores em deixar de cobrar os impostos estaduais nessas remessas.

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