IA e eleições: parceria TSE/Google é insuficiente para lidar com desafio, diz especialista
Tribunal e plataforma incentivam candidatos a usarem ferramenta de detecção de uso de imagem, disponível apenas no YouTube
2026|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o Google têm incentivado candidatos das eleições de 2026 a usarem uma ferramenta que identifica se os rostos e vozes deles são usados em vídeos gerados por inteligência artificial. A “Likeness ID” está disponível para usuários do YouTube e tem por objetivo ajudar os órgãos eleitorais a rastrearem as deepfakes.
Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (27), o especialista em tecnologia Rafael Altomare elogia a iniciativa, mas destaca que é preciso mais para lidar com o problema. “Eu acho que é o primeiro passo para que a gente consiga controlar um pouco mais o que é uma deepfake, o que é um conteúdo verdadeiro. Mas já vim adiantar que é insuficiente, porque a gente está falando de uma plataforma que é o YouTube. O próprio Google possui outras plataformas”, pontua.
Segundo Altomare, da forma como as IAs estão no mundo, com a legislação atual, “a única verdade é que não existe verdade”. “Hoje em dia, as inteligências artificiais copiam voz, copiam imagem, copiam vídeo de uma forma que já está difícil demais de identificar o que é verdadeiro e o que é falso. Minha recomendação, se quiser saber se é verdadeiro: analise quem está publicando e vá em canais confiáveis.”
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