Lula chama Marco Rubio de ‘bolsonarista’ e ‘anti latino-americano’
Presidente declarou que secretário de Estado dos EUA toma ações inversas ao que foi acordado com Donald Trump
2026|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificou o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, como “bolsonarista” e “anti latino-americano”. Em mais uma fala crítica ao republicano, o presidente declarou, nesta sexta-feira (7), que Rubio toma ações inversas ao acordado com o presidente norte-americano, Donald Trump.
“Trump tem um cidadão que não gosta do Brasil, que não gosta da América Latina e que é um bolsonarista, que é o Marco Rubio. Eu disse para o Trump: esse moço não gosta do Brasil. Ele é um anti latino-americano, ou um latino-americano frustrado”, disse Lula, em visita ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos (SP). “Ele faz as coisas diferentes daquilo que a gente conversa com o Trump”, completou.
Lula também destacou que entregou a Trump, durante a reunião que teve com ele na Casa Branca, em maio, documentos com dados sobre comércio, combate ao crime organizado e terras raras para tentar arrefecer a crise com os EUA.
O presidente brasileiro disse então que ficou esperando por uma resposta de Trump, e que a equipe dele telefonava toda a semana para os EUA para tentar realizar reuniões.
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Desmatamento
Na agenda da visita ao Inpe, Lula acompanhou a divulgação de dados sobre desmatamento. O tema ganhou destaque nos compromissos do petista por ser utilizado pelo governo dos EUA como um dos argumentos para taxar em 25% os produtos exportados brasileiros.
Lula afirmou que o Brasil pode alcançar o desmatamento zero até 2030, destacando ainda que o compromisso foi assumido pelo governo por iniciativa própria e que os indicadores mostram que a meta é viável.
“Assumimos o compromisso que ninguém pediu, foi um compromisso desaforado, de que é possível a gente chegar a desmatamento zero até 2030”, ressaltou.
Segundo o presidente, o país poderá atingir o objetivo caso mantenha o ritmo atual de redução do desmatamento e continue destinando recursos para as políticas ambientais.
Tarifaço
As declarações ocorrem após o governo Trump anunciar, em julho, uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, resultado de uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos.
Entre as justificativas apresentadas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estado Unidos está a alegação de que o Brasil falha no combate ao desmatamento ilegal.
Dias depois, Washington anunciou uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre parte das exportações brasileiras, ampliando as medidas comerciais contra o país.
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