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Lula e Flávio Bolsonaro estreiam horário eleitoral com confronto de biografias e segurança pública

Petista deve explorar investigações envolvendo filho de Bolsonaro, enquanto candidato do PL fará críticas à segurança e ao custo de vida

2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula e Flávio Bolsonaro estreiam horário eleitoral com estratégias distintas: Lula foca em confrontar Flávio e sua trajetória, enquanto Flávio enfatiza segurança pública e custo de vida.
  • A campanha de Lula pretende destacar acusações e investigações envolvendo Flávio, contrapondo com uma narrativa positiva da trajetória de Lula.
  • Flávio Bolsonaro critica a política de segurança pública atual e destaca medidas do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, com participação discreta de Michelle Bolsonaro.
  • Lula terá o maior tempo no horário eleitoral devido ao apoio de partidos de esquerda, seguido por Flávio, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, com regras específicas para divisão de tempo no primeiro e segundo turnos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula e Flávio
Lula terá o maior tempo no horário eleitoral, seguido por Flávio, Ronaldo Caiado e Augusto Cury Montagem: Ricardo Stuckert/PR e Charles Vieira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos com maior destaque nas pesquisas da disputa presidencial, vão apostar em estratégias distintas para a estreia do horário eleitoral gratuito, nesta sexta-feira (28).

Enquanto o petista deve investir no confronto direto com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e na comparação entre as trajetórias dos dois políticos, Flávio vai centrar sua primeira propaganda em críticas relacionadas à segurança pública e ao custo de vida.


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Lula terá mais de 5 minutos no programa eleitoral e deverá dedicar boa parte da estreia à desconstrução da imagem de Flávio como um Bolsonaro mais moderado. A campanha petista pretende recuperar acusações, investigações e episódios que tiveram o senador como alvo ao longo de sua carreira política.

Entre os temas que devem aparecer estão as suspeitas relacionadas a milícias, o caso das chamadas rachadinhas e o mais recente, tornado público pelo The Intercept, que teve acesso a um áudio em que Flávio pede ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dinheiro para o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de seu pai.


A estratégia da campanha petista é apresentar ao eleitor uma espécie de “biografia política” de Flávio associada a episódios controversos e, ao mesmo tempo, construir uma narrativa positiva sobre a trajetória de Lula.

Depois da apresentação dos episódios envolvendo o candidato do PL, a propaganda petista deverá mudar de tom. Um clipe musical será usado para contar a história de Lula, desde a infância humilde, passando pela atuação sindical e pela entrada na política, até a vitória na eleição para a Presidência da República, em 2002.


A ideia é estabelecer uma comparação entre as trajetórias dos dois candidatos e reforçar a imagem de Lula como um político que percorreu um longo caminho até chegar ao Planalto.

Segurança e custo de vida

Na propaganda de Flávio, o eixo será segurança pública e custo de vida. O programa foi gravado na última semana e será exibido pela primeira vez nesta sexta-feira.


O vice escolhido para a chapa, Alfredo Gaspar (PL-AL), também aparecerá na propaganda. Neste primeiro momento, porém, a campanha não deve explorar a atuação de Gaspar como relator da CPMI do INSS e fiscalizador do governo Lula.

Flávio deverá fazer críticas à política de segurança pública em vigor e questionar a gestão do Ministério da Justiça. A campanha também pretende apresentar medidas e auxílios concedidos durante o governo de Jair Bolsonaro e fazer um contraponto com a situação atual do poder de compra da população.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também terá participação na propaganda, mas, segundo integrantes da campanha, sua presença será tímida nesta primeira peça.

Quatro candidatos terão horário eleitoral

Apenas quatro dos candidatos à Presidência terão direito ao horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão neste primeiro turno.

Dois dos cinco nomes mais bem posicionados nas pesquisas, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), ficarão de fora.

A divisão do tempo considera os partidos que atendem aos critérios da cláusula de barreira. Na última eleição, era necessário obter ao menos 2% dos votos válidos ou eleger 11 deputados federais. O Novo não atingiu os critérios, enquanto o Missão foi criado apenas no fim de 2025.

Pelas regras eleitorais, 90% do tempo do horário eleitoral no primeiro turno são distribuídos proporcionalmente ao tamanho das bancadas dos partidos na Câmara dos Deputados. Os outros 10% são divididos igualmente entre as candidaturas.

Com o apoio dos principais partidos de esquerda, como PSB, PDT, PCdoB, Rede/Psol e PV, Lula ficará com a maior fatia do horário eleitoral. Flávio terá o segundo maior tempo, seguido pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e pelo candidato Augusto Cury (Avante).

Além dos programas eleitorais, exibidos em blocos diários, os candidatos terão direito a inserções de até 1 minuto ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão.

As regras valem para o primeiro turno. Caso haja segundo turno, o tempo de propaganda eleitoral será dividido igualmente entre os dois candidatos, independentemente do tamanho das coligações.

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