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Nunes Marques diz que Justiça Eleitoral não tem preferências e nem escolhe vencedores

Durante evento de lacração dos sistemas eleitorais, presidente do TSE diz que a missão é “cumprir a Constituição”

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral não tem preferências por candidaturas e não escolhe vencedores.
  • Durante a cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais, Nunes destacou a importância de cumprir a Constituição e garantir a segurança e transparência do processo eleitoral.
  • O TSE se compromete a manter as portas abertas para o acompanhamento de todas as etapas da votação eletrônica, reforçando a credibilidade das eleições.
  • A declaração de Nunes ocorre em meio a tensões no STF, envolvendo investigações e decisões relacionadas a ministros e a Polícia Federal.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Justiça Eleitoral não escolhe vencedores e não possui preferência por candidaturas. A declaração ocorreu durante a cerimônia que marcou a conclusão da lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de 2026.

Durante o discurso, Nunes destacou que a missão da Justiça Eleitoral é cumprir a Constituição. “A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia. Nossa missão é cumprir a Constituição”, afirmou.


No evento, Nunes Marques também ressaltou que a lacração dos sistemas assegura que a tecnologia empregada nas eleições permaneça transparente, segura e auditável ao longo de todo o processo eleitoral.

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“A segurança do processo eleitoral não decorre de um único mecanismo, mas da combinação de diferentes camadas de proteção, de controles independentes e de procedimentos rigorosos, e sobretudo, da ampla possibilidade de fiscalização”, afirmou.


O ministro acrescentou que o TSE estará de portas abertas para o acompanhamento de todas as etapas do processo de votação eletrônica. Segundo ele, a credibilidade das eleições é construída a partir de “compromissos coletivos”.

A fala de Nunes ocorre em um momento de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), após o ministro André Mendonça determinar o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.


Após a decisão, Moraes recorreu ao inquérito das fake news para apontar possíveis crimes atribuídos a Mendonça e solicitou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a abertura de um procedimento contra o colega.

Fachin estabeleceu prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem manifestações sobre o episódio.


Nesta sexta-feira, o presidente do Supremo também determinou que as apurações solicitadas por Moraes contra Mendonça sejam retiradas do inquérito das fake news e passem a tramitar em outro procedimento, instaurado pelo próprio Fachin.

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