Genial/Quaest: para 16%, caso Master afeta mais a família Bolsonaro; em maio, eram 9%
Segundo 58% dos entrevistados, Flávio pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso Master
2026|Do Estadão Conteúdo
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O impacto do caso Master na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou no último mês, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O porcentual de pessoas que diz que o caso afeta mais a família Bolsonaro subiu de 9% para 16% de maio para junho, refletindo o desgaste após a divulgação de conversas entre Flávio e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O maior porcentual de eleitores (44%) continua dizendo que o caso afeta mais “todos eles”: o governo Lula, a família Bolsonaro, o Congresso, o STF (Supremo Tribunal Federal), o Banco Central etc. No caso de Lula, 10% afirmaram que o caso Master o atinge mais, ante 11% no mês passado.
As notícias sobre a relação entre Flávio e Vorcaro fizeram com que 12% dos eleitores afirmassem que a vontade de votar no senador diminuiu. Entre eleitores independentes, esse porcentual chega a 15%, enquanto nos que se dizem de direita, mas não bolsonaristas, é de 13%.
Apenas 17% dos eleitores ouvidos pela Genial/Quaest disseram que Flávio Bolsonaro acertou ao pedir dinheiro de Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 65% dos eleitores, Flávio errou.
Mais da metade dos entrevistados vai além. Para 58% deles, Flávio pode estar escondendo envolvimento ilegal no caso Master, enquanto para 27% ele não está envolvido. 62% dos eleitores disseram que o senador sabia que Vorcaro estava envolvido em um caso de corrupção, enquanto 26% defenderam o filho mais velho de Jair Bolsonaro e afirmaram que ele não sabia de nada.
Apesar da ampla repercussão do caso Master, 33% dos entrevistados pela Genial/Quaest disseram que não sabiam do episódio. Quase metade (42%) afirmou que estava ciente e acompanhando o caso, enquanto 25% responderam que conheciam o episódio, mas não estavam bem informados sobre ele.
A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-07661/2026.
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