‘Não podemos vacilar’: ouça áudio em que Flávio cobra Vorcaro sobre filme de Bolsonaro
Senador menciona dificuldades financeiras e pressiona por regularização de pagamentos
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Um áudio atribuído ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revela que o parlamentar buscou o banqueiro para que ele financiasse um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na gravação, à qual o R7 teve acesso, Flávio chama Vorcaro de irmão e diz ficar sem graça em cobrar o empresário, mas menciona dificuldades financeiras e afirma que a equipe envolvida no projeto enfrenta um momento de tensão por causa de valores em atraso.
Ao longo do áudio, ele relata preocupação com o andamento do projeto e com possíveis impactos caso compromissos financeiros não sejam cumpridos.
“E, apesar de você ter dado a liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando”, afirma Flávio, ao comentar os atrasos.
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O senador também cita o risco de prejuízos à produção, mencionando a possibilidade de perda de profissionais envolvidos no filme.
“Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel [ator que interpreta Bolsonaro], num Cyrus [Nowrasteh, diretor do filme], uns caras, pô, renomadíssimos lá no cinema americano”, diz. Ele acrescenta que um eventual problema financeiro poderia comprometer toda a estrutura do projeto: “Perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo”.
Em outro trecho, Flávio afirma que o momento exige cautela e reforça a necessidade de regularização dos pagamentos.
“Não podemos vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, diz o senador. “Eu já tenho muita conta pra pagar esse mês e o mês seguinte também”, acrescenta.
Flávio admite ter procurado Vorcaro
Nesta quarta-feira (13), Flávio publicou um vídeo admitindo ter buscado Vorcaro para financiar o filme sobre o pai. Apesar disso, ele negou irregularidades.
“É preciso separar os inocentes dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse o parlamentar em nota enviada à imprensa.
Ele diz que o pedido foi feito antes das suspeitas de fraudes envolvendo o Master. “Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro.”
Segundo Flávio, os pagamentos de Vorcaro eram feitos em parcelas. “O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme.”
O senador defende a criação de uma CPI no Senado para investigar o caso do Banco Master. “Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro nem qualquer vantagem.”
Pagamento de ao menos R$ 62 milhões
Ao R7, o empresário Thiago Miranda confirma ter intermediado a negociação para que Vorcaro fosse um dos patrocinadores do filme.
Segundo ele, o banqueiro teria enviado pelo menos R$ 62 milhões a Flávio.
“Eu que intermediei essa negociação entre o Daniel e o grupo do filme”, diz o empresário.
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