Valorizar servidor e estender horário das UBSs: saiba o que Kiko Caputo defende para o DF
Candidato do Novo ao Palácio do Buriti também disse que pretende construir quatro hospitais na capital do país
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O candidato do Novo ao Palácio do Buriti, Kiko Caputo, pretende estender o horário de funcionamento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e valorizar os servidores públicos da capital do país, caso seja eleito governador do Distrito Federal.
Essas foram algumas das propostas apresentadas pelo postulante ao GDF em entrevista à RECORD Brasília, no programa Balanço Geral, nesta quarta-feira (19). Na avaliação de Caputo, o problema do DF não é falta de dinheiro, mas má gestão.
“Examinando todas as áreas do DF, o maior problema do DF é a corrupção. Quando fecharmos os ralos da corrupção, vai sobrar dinheiro para cuidar de tudo. Vamos dar esse choque de honestidade [na capital]. No DF não falta dinheiro, está faltando é vergonha na cara de quem administra para fazer ele chegar onde precisa”, disse.
Para cuidar do tema, o candidato aposta em auditorias com apoio de tecnologia e inteligência artificial. “Pelos meus 32 anos de exercício profissional da advocacia, eu sei como combater a corrupção. E a primeira providência é dar transparência ao governo. Vamos fazer isso investindo em tecnologia: a tecnologia e a inteligência artificial propiciam uma auditoria em tempo recorde”, afirmou.
Caputo pretende fazer, ainda, um convênio com a iniciativa privada para usar a capacidade ociosa do setor em cirurgias, atendimentos e consultas.
“Também pretendo iniciar as reformas dos nossos hospitais, aumentar o número de leitos. Vamos finalmente construir o Hospital do Câncer. Acho incrível que, em 2026, o DF ainda não tenha um hospital de câncer”, declarou.
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Mudanças no serviço público
O candidato pretende reduzir o número de vagas comissionadas em secretarias. “No meu governo, vamos acabar com essa história de deputado ser dono de cidade, de corporação ou de secretaria. O deputado pode sugerir um nome para determinada secretaria, mas vamos dar um choque de gestão”, afirmou.
“O DF tem 21.603 cargos comissionados. A maior parte é preenchida por um loteamento político e eleitoral irresponsável. Isso, sim, desestimula o servidor público, que passa por um concurso difícil e, na hora de exercer aquele cargo, vem uma pessoa, um deputado, uma deputada, e empurra uma pessoa incompetente para chefiá-lo”, observou.
Caputo fala em recompor e reestruturar carreiras, mas acrescenta que, para ele, “privatização não é tabu”. “Mas também não é uma exigência. Enquanto o poder público puder prover o serviço público com qualidade e de forma barata, ele vai continuar fazendo. Mas, se a iniciativa privada tiver condições de atender mais rápido e com melhores resultados, não tenho problema de entregar para a iniciativa privada aquele serviço”, avaliou.
Segundo Caputo, sua equipe pensou em um plano de governo “maior do que os próximos quatro anos”. “Estamos projetando o DF para os próximos 30 anos”, defendeu.
O ex-presidente da OAB-DF foi o terceiro candidato ao Governo do DF ouvido pela RECORD Brasília. As entrevistas seguem até o dia 24 de agosto, sempre às 13h30 no Balanço Geral.
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