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Trump deve enviar representantes a Brasília para investigar sistema eleitoral brasileiro

Governo dos EUA planeja enviar ao Brasil dois altos funcionários do Departamento de Estado nas próximas semanas

Agência Estado

Eleições|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo dos EUA planeja enviar dois altos funcionários a Brasília para investigar o sistema eleitoral brasileiro.
  • A delegação será composta por Riley M. Barnes e Samuel Samson, nomeados por Trump, gerando reação de diplomatas brasileiros.
  • Há suspeitas de que a missão visa deslegitimar o sistema de votação brasileiro, especialmente as urnas eletrônicas.
  • A movimentação ocorre em meio a atritos bilaterais e é vista como parte do apoio do governo Trump a agendas conservadoras na América Latina.

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Donald Trump
Iniciativa do governo Trump provocou reação de diplomatas brasileiros Evelyn Hockstein/Reuters - 24.07.2026

O governo dos Estados Unidos planeja enviar a Brasília dois altos funcionários do Departamento de Estado nas próximas semanas, em uma missão que, segundo o The Washington Post, pretende lançar suspeitas sobre a integridade e a transparência do sistema eleitoral brasileiro, a poucas semanas do pleito presidencial marcado para 4 de outubro.

A delegação seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente, ambos nomeados por Trump, segundo relataram fontes americanas e brasileiras ao jornal.


Nos bastidores, a iniciativa provocou reação de diplomatas brasileiros, que classificaram a visita como ingerência e disseram avaliar medidas para impedir que os enviados avancem com reuniões e ações relacionadas ao processo eleitoral.

“É uma manobra totalmente incompatível com a democracia brasileira”, afirmou um diplomata ao Washington Post, sob anonimato.


De acordo com o jornal, a suspeita é de que Barnes e Samson busquem interlocução com críticos das urnas eletrônicas para produzir relatórios que possam ser usados para deslegitimar o sistema de votação.

O Departamento de Estado confirmou a viagem, mas não detalhou o objetivo. Entre funcionários ouvidos pelo Post, houve críticas à estratégia.


“É extremamente nocivo ver este secretário usar o poder americano para minar eleições confiáveis em outras nações por motivos ideológicos”, disse um integrante do órgão, também sob condição de anonimato.

A movimentação ocorre em meio a um ambiente de atritos bilaterais, que inclui disputas sobre liberdade de expressão, medidas comerciais e o processo judicial envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, além de ser interpretada, segundo o Post, como parte de uma postura mais ampla do governo Trump de apoio a agendas conservadoras na América Latina.

No plano doméstico, o tema das urnas voltou ao debate após Flávio Bolsonaro defender a ampliação de observadores internacionais e repetir alegações associando, sem qualquer prova, o sistema brasileiro à empresa Smartmatic, tese já refutada reiteradamente pelo TSE.

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