Renan Santos (Missão) defende criação de até 500 mil vagas em presídios
Candidato à Presidência estima investimento de até R$ 3 bi para reforço no sistema prisional brasileiro
2026|Do R7
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O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão) voltou a defender, nesta segunda-feira (17), a criação de até 500 mil novas vagas no sistema penitenciário, numa proposta que deve consumir investimentos entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões.
Ainda sobre suas proposas para a segurança, ele destacou que considera “humilhante” qualquer ação militar dos Estados Unidos em território brasileiro para combater facções criminosas. A declaração ocorreu após ser questionado sobre a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump.
Crime organizado
Sobre a não intervenção americana na segurança, Santos defendeu a costura de acordos de cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Ele citou a Holanda como um dos destinos da droga exportada pelo PCC pelo Porto de Santos e disse que o Brasil precisa negociar também com outros países ligados à rota do tráfico, não apenas com os Estados Unidos.
O candidato afirmou que o combate às facções deve ser conduzido pelo Brasil, sem tutela externa.
“Eu acho isso humilhante para a gente como nação. É humilhante para os nossos policiais”, disse, durante sabatina realizada pelo SBT News, ao defender que forças de segurança brasileiras já enfrentam o crime organizado há décadas.
Presídios novos
A declaração ocorre em meio à proposta central da campanha de Santos, que defende a criação de meio milhão de novas vagas no sistema penitenciário, com investimento estimado entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, dentro do que chama de “direito penal do inimigo”.
Pelo plano, agentes públicos flagrados em conexão com facções, incluindo policiais e membros do Judiciário, teriam penas agravadas.
Fim do Bolsa Família
Na área social, o candidato propôs substituir o Bolsa Família por um sistema de frentes de trabalho obrigatórias, inspirado no New Deal americano da década de 1930.
Pela proposta, beneficiários aptos ao trabalho perderiam o auxílio caso recusassem a vaga oferecida pelo governo.
Santos afirmou que a transição seria mantida para quem estiver em situação de extrema pobreza, mas disse que o modelo atual “não vai mais existir” em seu governo.
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