Haddad: ‘Quero ser o governador da segurança pública’
Em entrevista a emissora paulista, candidato defendeu integração com municípios e investimento em tecnologia
2026|Do R7
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O candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu que o investimento em tecnologia seja colocado no centro da discussão da segurança pública.
O petista disse que quer ser o “governador da segurança pública” e que “nunca viu um trabalho sério” no assunto em São Paulo. “A Polícia Civil está tecnologicamente em frangalhos. É o estado mais rico da federação e é uma vergonha os computadores”, afirmou em entrevista à Jovem Pan.
O candidato detalhou seu plano de governo, que pretende implementar o registro de boletins de ocorrência por WhatsApp, com ajuda de inteligência artificial para levantar as informações necessárias com o cidadão.
“Esse B.O. não pode ir para a gaveta de ninguém. Ele tem que ir para um sistema de inteligência artificial que vai ajudar a Polícia Militar a planejar o patrulhamento e a Polícia Civil a fazer uma investigação que chegue ao autor”, explicou.
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Segundo Haddad, São Paulo elucida apenas 5% dos crimes cometidos e defendeu que não adiantaria aumentar penas ou reduzir a maioridade penal se o Estado não consegue chegar aos autores dos delitos.
Cooperação com municípios
Sobre a relação com os municípios, Haddad se posicionou favorável a um sistema de cooperação. “Desde 2018, quando fui candidato a presidente, eu defendi que os prefeitos, aqueles que dispõem de guarda municipal, fossem integrados à segurança pública”, disse o candidato, citando a proposta de criação do Sistema Único da Segurança Pública em nível federal.
Abordagem a motorista
Sobre o caso envolvendo uma suposta perseguição da Polícia Militar ao seu carro na última terça-feira (11), Haddad disse que está achando “esquisita a história”, após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) falar em falsa comunicação de crime. “Por que essa ansiedade em desmentir o cara?”, questionou o candidato petista.
“Qualquer cidadão tem o direito de registrar um B.O. e ter a sua versão analisada com justiça. É um homem que não tem vínculo partidário e que tem uma pequena empresa de transporte. Ele pediu meu suporte porque não quer passar por mentiroso. Ele reafirmou na frente do delegado aquilo que ele havia me informado na véspera, e o Estado tem obrigação de ouvir essa pessoa. Não vejo razão para ele mentir.”, afirmou Haddad.
Privatizações
Fernando Haddad ainda disse durante a sabatina que “passar a limpo” os contratos de privatizações e concessões realizadas durante o governo Tarcísio.
“Vou repassar o freeflow [pedágios de cobrança automática], a privatização da CPTM, que quase resultou em mortes, e a privatização da Sabesp, que resultou em mortes e em uma piora da qualidade do serviço. Hoje, as maiores reclamações no Procon são da Sabesp, sobre o serviço da água”, disse o candidato.
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