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Ciência revela o segredo mental por trás de quem vive além dos 90

Evidências científicas ligam o otimismo a maior longevidade e envelhecimento saudável

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Pensamento positivo pode favorecer vida longa. (Foto: Pexels via Canva) Fala Ciência

A busca por uma vida longa e saudável sempre esteve no centro das pesquisas científicas. Nos últimos anos, porém, um fator psicológico vem ganhando destaque: o otimismo. Mais do que uma atitude positiva, ele pode estar diretamente ligado à longevidade, especialmente após a aposentadoria.

Um estudo publicado na revista Journal of the American Geriatrics Society, liderado por Hayami K. Koga em 2022, analisou dados de mais de 159 mil mulheres e encontrou uma associação consistente entre níveis mais altos de otimismo e maiores chances de viver até os 90 anos ou mais.


Como o otimismo impacta o corpo e a mente

O efeito do otimismo vai além da forma como enxergamos a vida. Ele também influencia diretamente processos fisiológicos importantes. Isso acontece porque pessoas otimistas tendem a:


  • Ter menor resposta ao estresse crônico
  • Apresentar melhor saúde cardiovascular
  • Adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia
  • Manter maior equilíbrio emocional

Além disso, esse perfil psicológico está associado a uma maior capacidade de enfrentar adversidades, o que reduz impactos negativos na saúde ao longo do tempo.


Longevidade não depende só da genética

Exercícios físicos ajudam a aumentar a longevidade. (Foto: Stanciu's Images via Canva) Fala Ciência

Um dos pontos mais relevantes do estudo é que a relação entre otimismo e longevidade se manteve mesmo após considerar fatores como idade, condições de saúde e estilo de vida.


Ainda assim, os pesquisadores identificaram que comportamentos saudáveis podem atuar como ponte entre esses dois fatores. Entre eles:

  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividades físicas
  • Sono adequado
  • Evitar tabagismo

Ou seja, o otimismo não atua isoladamente, mas influencia escolhas que, por sua vez, impactam diretamente a expectativa de vida.

O papel do propósito na vida após a aposentadoria

Com o avanço da idade, manter um senso de propósito se torna fundamental. Após a aposentadoria, muitas pessoas enfrentam mudanças na rotina que podem afetar o bem-estar emocional.

Nesse contexto, atividades que promovem engajamento social fazem diferença. Exemplos incluem:

  • Participação em grupos comunitários
  • Envolvimento em atividades culturais
  • Prática de exercícios leves
  • Desenvolvimento de hobbies

Essas ações ajudam a manter a mente ativa e fortalecem a sensação de pertencimento.

Outro fator fortemente associado à longevidade é o voluntariado. De acordo com estudo publicado na revista Social Science & Medicine, conduzido por Elliot Friedman, dedicar até mesmo uma hora por semana a atividades voluntárias já está relacionado a melhorias na saúde e no bem-estar.

Esse tipo de prática contribui para:

  • Redução da solidão
  • Fortalecimento das relações sociais
  • Aumento da sensação de utilidade
  • Melhora da percepção sobre o envelhecimento

Como resultado, há um impacto positivo tanto na saúde mental quanto na física.

Um novo olhar sobre envelhecer bem

As evidências científicas indicam que o otimismo pode ser um aliado poderoso no processo de envelhecimento. Embora não seja o único fator envolvido, ele influencia comportamentos, emoções e até aspectos biológicos que contribuem para uma vida mais longa.

Dessa forma, cultivar uma mentalidade positiva, manter vínculos sociais e buscar propósito no dia a dia não são apenas escolhas emocionais, mas estratégias que podem favorecer a longevidade com qualidade.

Em um mundo onde viver mais é cada vez mais comum, entender como viver melhor se torna essencial.

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