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Coceira íntima constante? Pode ser líquen escleroso vulvar 

Condição crônica da pele íntima pode causar coceira, dor e alterações progressivas

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Líquen escleroso vulvar exige atenção médica. (Foto: Doucefleur via Canva) Fala Ciência

O líquen escleroso vulvar (LEV) é uma doença inflamatória crônica que afeta a pele da região íntima feminina.

Ele aparece com mais frequência em mulheres após a menopausa, mas pode ocorrer em outras fases da vida.


O principal problema é que, com o tempo, a doença pode provocar mudanças importantes na pele, causando desconforto persistente e impacto na qualidade de vida.

Quais são os sintomas?


Os sintomas mais comuns incluem:

  • coceira intensa na região íntima
  • sensação de ardor ou queimação
  • dor ao tocar ou durante relações sexuais
  • afinamento da pele
  • cicatrizes e áreas mais sensíveis
  • desconforto progressivo ao longo do tempo


Em muitos casos, esses sinais começam leves e vão piorando aos poucos.

O que é essa doença?


O líquen escleroso vulvar é uma condição crônica e inflamatória, ou seja, não desaparece sozinho e precisa de acompanhamento médico.

Com o passar do tempo, a inflamação pode causar alterações na estrutura da pele, levando a:

  • perda de elasticidade
  • afinamento da pele
  • formação de cicatrizes

Existe risco de câncer?

Em alguns casos raros e principalmente quando a doença não é tratada ou acompanhada corretamente, o líquen escleroso vulvar pode estar associado a um pequeno aumento do risco de desenvolvimento de carcinoma de células escamosas da vulva, um tipo de câncer que afeta a região íntima.

Isso não significa que todas as pacientes vão desenvolver câncer, mas sim que a inflamação crônica pode, ao longo dos anos, aumentar esse risco em uma parcela pequena de casos.

Por isso, o acompanhamento médico é essencial.

Qual é o tratamento?

O tratamento mais comum é o uso de pomadas com corticosteroides de alta potência, que ajudam a controlar a inflamação e aliviar os sintomas.

Muitas pacientes têm boa resposta, mas em alguns casos os sintomas podem voltar ou não melhorar totalmente.

O que a ciência estudou recentemente?

Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista Dermatology and Therapy analisou estudos sobre o tratamento do líquen escleroso vulvar, com foco na terapia fotodinâmica (TFD).

Essa técnica usa uma substância chamada ALA (5-aminolevulinato) combinada com luz para tentar reduzir a inflamação da pele afetada.

O estudo avaliou a eficácia e segurança dessa abordagem, principalmente em casos em que o tratamento convencional não funciona bem.

Por que o diagnóstico precoce é importante?

O diagnóstico cedo ajuda a:

  • controlar melhor os sintomas
  • evitar piora das lesões na pele
  • reduzir o desconforto
  • diminuir riscos de complicações ao longo do tempo

Muitas mulheres demoram para procurar ajuda porque confundem os sintomas com irritações simples.

Vale destacar que o  líquen escleroso vulvar é uma condição crônica que pode causar desconforto importante na região íntima e precisa de atenção médica.

Em casos raros e sem tratamento adequado, pode haver um pequeno aumento do risco de carcinoma de células escamosas, o que reforça ainda mais a importância do acompanhamento contínuo.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce e tratamento correto, é possível controlar bem os sintomas e manter qualidade de vida.

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