Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais
‌

NASA detecta enorme onda quente no Pacífico e alerta para novo El Niño

Satélites identificaram ondas de água quente no Pacífico que podem intensificar eventos climáticos extremos

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
NASA monitora ondas quentes no Pacífico que podem intensificar o El Niño globalmente. (Imagem: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

Uma enorme massa de água quente avançando pelo Oceano Pacífico está chamando a atenção de cientistas e meteorologistas. O fenômeno, identificado por satélites da NASA e parceiros europeus, pode indicar o desenvolvimento de um novo episódio de El Niño, evento climático capaz de alterar padrões de chuva, temperatura e tempestades em diversas partes do planeta.

As medições foram realizadas pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, equipamento responsável por monitorar o nível do mar com altíssima precisão. Como águas mais quentes ocupam maior volume, elevações na superfície oceânica funcionam como um importante indicador do aquecimento das águas tropicais do Pacífico.

‌

Segundo os dados mais recentes, algumas regiões próximas à América do Sul apresentaram níveis do mar significativamente acima da média histórica, reforçando os sinais de fortalecimento do fenômeno climático. Entre os possíveis impactos do El Niño estão:

  • Secas severas;
  • Chuvas extremas;
  • Ondas de calor mais intensas;
  • Alterações na agricultura;
  • Aumento do risco de enchentes;
  • Mudanças nas correntes atmosféricas.

‌

As ondas invisíveis que mudam o clima global

O principal sinal observado pelos pesquisadores são as chamadas ondas Kelvin, enormes massas de água quente que atravessam lentamente o Pacífico em direção à costa da América do Sul.

‌

Essas ondas surgem quando os ventos equatoriais enfraquecem ou mudam temporariamente de direção. Com isso, águas quentes acumuladas na região oeste do Pacífico começam a se deslocar para leste ao longo de várias semanas.

Quando múltiplas ondas Kelvin aparecem em sequência, o calor se concentra próximo às costas do Peru, Equador e Colômbia, favorecendo o surgimento do El Niño.

‌

Atualmente, os cientistas observam um comportamento semelhante ao registrado antes de eventos climáticos históricos, embora ainda seja cedo para determinar a intensidade final do fenômeno.

O que pode acontecer nos próximos meses

Os efeitos do El Niño costumam atingir seu pico entre o final do ano e o início do seguinte. Dependendo da intensidade, os impactos podem atingir diferentes regiões do planeta de maneiras opostas.

Enquanto algumas áreas enfrentam excesso de chuva e enchentes, outras sofrem com calor extremo e longos períodos de seca. Além disso, o fenômeno influencia diretamente correntes atmosféricas importantes, alterando trajetórias de tempestades e modificando padrões climáticos globais.

Eventos mais fortes também costumam elevar a temperatura média global, aumentando ainda mais os desafios relacionados às mudanças climáticas.

Satélites ajudam a prever desastres climáticos

O monitoramento por satélite tornou-se uma das ferramentas mais importantes para antecipar fenômenos oceânicos e climáticos. O Sentinel-6 Michael Freilich integra uma geração avançada de equipamentos capazes de medir pequenas variações no nível do mar em escala global.

Esses dados ajudam cientistas a melhorar previsões meteorológicas, identificar riscos costeiros e permitir que governos e comunidades se preparem para possíveis eventos extremos nos próximos meses.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.