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NASA detecta sinal raro que revela energia extrema de supernovas gigantes

Detecção inédita de raios gama pode explicar como nascem as explosões estelares mais extremas

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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SN 2017egm brilhou tanto que chegou a superar visualmente o brilho inteiro da galáxia. (Imagem: Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e Pan-STARRS1 (PS1)/ Telescópio Óptico Nórdico usando o instrumento ALFOSC) Fala Ciência

Uma das maiores dúvidas da astronomia moderna pode estar mais perto de ser resolvida. Cientistas analisaram dados do Telescópio Espacial Fermi de Raios Gama, da NASA, e encontraram evidências inéditas que ajudam a explicar a origem da energia colossal das chamadas supernovas superluminosas, explosões estelares extremamente raras e até dezenas de vezes mais brilhantes do que supernovas comuns.

O estudo, publicado na revista Astronomy & Astrophysics, investigou a supernova SN 2017egm, localizada a cerca de 440 milhões de anos-luz da Terra, na galáxia NGC 3191. Mesmo tão distante, o evento se destacou por emitir sinais intensos de raios gama, a forma mais energética de luz conhecida no universo. Os pesquisadores perceberam que havia algo incomum acontecendo.


O que os cientistas descobriram?

Os dados indicam que a explosão pode ter sido alimentada por um magnetar, um tipo extremamente raro de estrela de nêutrons com campos magnéticos gigantescos. Entre os principais pontos observados:


  • Emissão de raios gama em níveis incomuns;
  • Brilho muito superior ao de supernovas tradicionais;
  • Sinais compatíveis com a presença de um magnetar recém-formado;
  • Interação intensa entre partículas energéticas e os detritos da explosão.

Os cientistas acreditam que, após o colapso da estrela original, nasceu um objeto ultradenso girando centenas de vezes por segundo. Esse movimento acelerado teria produzido enormes quantidades de energia, alimentando o brilho extraordinário da supernova.


O papel dos magnetars nas explosões cósmicas

Os magnetars estão entre os objetos mais extremos já descobertos. Seus campos magnéticos podem ser trilhões de vezes mais fortes que os encontrados na Terra.


Segundo os modelos analisados no estudo, a rápida rotação do magnetar gera uma gigantesca nuvem de partículas energéticas. Nesse ambiente altamente violento, elétrons, pósitrons e fótons de raios gama interagem constantemente.

Inicialmente, boa parte dessa radiação fica presa nos detritos da supernova. Porém, conforme o material expande e esfria ao longo dos meses, parte dos raios gama consegue escapar para o espaço, exatamente o que o telescópio Fermi detectou.

Um avanço importante para a astronomia moderna

A descoberta representa um passo importante para a compreensão das explosões estelares mais extremas do universo. Ao identificar sinais consistentes de raios gama associados à supernova superluminosa SN 2017egm, os pesquisadores ganharam uma nova forma de investigar os processos internos responsáveis por esses eventos cósmicos gigantescos. 

Durante décadas, astrônomos tentaram confirmar esse tipo de emissão energética em supernovas desse porte, mas as evidências eram limitadas. Agora, a detecção obtida pelo telescópio Fermi surge como uma das mais fortes já registradas.

Além disso, os dados ajudam a aprofundar o entendimento sobre como estrelas extremamente massivas entram em colapso, de que maneira os magnetars se formam e como partículas altamente energéticas se espalham pelo espaço. 

Os resultados também podem revelar mais detalhes sobre o impacto dessas explosões na evolução das galáxias ao longo do tempo. Com a chegada de observatórios ainda mais modernos e sensíveis nos próximos anos, os cientistas esperam identificar novos eventos semelhantes, ampliando o conhecimento sobre alguns dos fenômenos mais energéticos e misteriosos do cosmos.

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