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Quiabo surpreende cientistas ao virar ingrediente rico em proteínas e fibras 

Pesquisa mostra que o quiabo pode melhorar o valor nutricional de alimentos sem perder sabor

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Quiabo pode enriquecer alimentos com mais nutrientes. (Foto: Pexels via Canva) Fala Ciência

O quiabo, muitas vezes visto apenas como um ingrediente comum da culinária, vem ganhando atenção no campo da ciência dos alimentos. Uma nova pesquisa publicada na revista científica Nature Scientific Reports em 7 de maio de 2026, liderada por Eman RM Abbas, revelou que o vegetal pode ser uma poderosa fonte de proteínas, fibras e compostos bioativos, com potencial para enriquecer produtos alimentícios do dia a dia.

O estudo avaliou o uso do quiabo e de seus subprodutos na formulação de alimentos funcionais, com foco especial na criação de biscoitos mais nutritivos e acessíveis.


Um vegetal com valor nutricional além do comum

Conhecido cientificamente como Abelmoschus esculentus L., o quiabo se destaca por sua composição rica em nutrientes. Suas partes, incluindo sementes, vagens e até resíduos, apresentam diferentes benefícios nutricionais.


Entre os principais componentes encontrados estão:

  • proteínas vegetais de alta qualidade
  • fibras alimentares em grande quantidade
  • vitaminas essenciais
  • minerais importantes como cálcio, ferro e magnésio
  • compostos bioativos presentes na mucilagem


Um dos pontos mais relevantes é que as sementes do quiabo demonstraram um perfil de aminoácidos essenciais bastante competitivo quando comparado a outras fontes vegetais.

Transformando resíduos em alimento funcional


Resíduos de quiabo viram alimento funcional. (Foto: Pixabay via Canva) Fala Ciência

A pesquisa inovou ao utilizar não apenas o quiabo fresco, mas também seus subprodutos, como cascas e vagens desidratadas. Esses materiais foram incorporados à farinha utilizada em receitas de biscoitos.

Foram testadas diferentes formulações com substituição parcial da farinha tradicional por:

  • quiabo fresco desidratado
  • quiabo cozido desidratado
  • resíduos de quiabo desidratados

As proporções variaram entre 5% e 10%, permitindo avaliar tanto o impacto nutricional quanto a aceitação sensorial.

Os resultados mostraram que o quiabo fresco apresentou maior teor de proteína, enquanto os resíduos se destacaram pelo alto conteúdo de fibras brutas, chegando a mais de 20%.

Mais nutrientes sem perder o sabor

Um dos desafios de alimentos funcionais é manter o equilíbrio entre nutrição e sabor. Nesse estudo, isso foi considerado com atenção.

As análises sensoriais indicaram que os biscoitos com 5% de farinha de quiabo foram os mais bem aceitos em termos de sabor e textura. Isso sugere que pequenas substituições já são suficientes para melhorar significativamente o perfil nutricional sem comprometer a experiência alimentar.

Além disso, a presença de minerais como cálcio, ferro e magnésio reforça o potencial do quiabo como ingrediente funcional para enriquecer receitas industrializadas ou caseiras.

O futuro dos alimentos pode estar nos vegetais comuns

A pesquisa publicada na revista científica Nature Scientific Reports por Eman RM Abbas aponta para uma tendência crescente na ciência dos alimentos: o aproveitamento integral de vegetais para reduzir desperdícios e aumentar o valor nutricional das dietas. 

Ao transformar resíduos em ingredientes funcionais, o estudo aponta caminhos promissores para:

  • desenvolvimento de snacks mais saudáveis
  • redução do desperdício alimentar
  • aumento da ingestão de fibras e proteínas vegetais
  • inovação na indústria alimentícia

Sendo assim, o quiabo deixa de ser apenas um ingrediente tradicional e passa a ocupar um espaço estratégico na formulação de alimentos mais nutritivos, sustentáveis e acessíveis.

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