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Relatório da ONU revela impacto ambiental surpreendente da inteligência artificial

O crescimento da IA está criando um desafio ambiental sem precedentes

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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A inteligência artificial parece invisível, mas seu consumo energético já rivaliza com países. (Imagem: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

A inteligência artificial está transformando a forma como trabalhamos, estudamos e nos comunicamos. No entanto, por trás de cada resposta gerada, imagem criada ou vídeo produzido por algoritmos avançados, existe uma infraestrutura gigantesca que consome enormes quantidades de recursos naturais. Um novo relatório desenvolvido pela Universidade das Nações Unidas (UNU) chama atenção para uma realidade que muitas pessoas desconhecem: a rápida expansão da IA está elevando significativamente o consumo de energia, água e outros recursos ambientais em escala global.

Embora a inteligência artificial pareça uma tecnologia essencialmente digital, seu funcionamento depende de grandes data centers, instalações repletas de servidores que operam continuamente para processar bilhões de solicitações todos os dias. À medida que a demanda cresce, também aumentam os impactos ambientais associados. Entre os principais pontos destacados pelo estudo estão:


  • Crescimento acelerado do consumo energético dos data centers;
  • Aumento expressivo das emissões de gases de efeito estufa;
  • Expansão da demanda por água para resfriamento das instalações;
  • Participação cada vez maior da IA no uso global de eletricidade.

Uma infraestrutura invisível, mas gigantesca


Os números apresentados pelo relatório mostram que os centros de dados já operam em uma escala comparável à de grandes nações quando o assunto é consumo energético. Atualmente, uma parcela relevante dessa demanda está ligada diretamente aos sistemas de inteligência artificial, e a tendência é que essa participação aumente nos próximos anos.

Além disso, as projeções indicam que, até 2030, os data centers poderão representar uma fração ainda mais significativa da eletricidade consumida mundialmente. Consequentemente, as emissões associadas à geração dessa energia também deverão crescer, especialmente em regiões onde a matriz energética ainda depende fortemente de combustíveis fósseis.


O impacto vai além da eletricidade

Outro aspecto importante é que a discussão não se limita ao gasto energético. Os centros de dados também necessitam de sistemas de resfriamento para evitar o superaquecimento dos equipamentos. Em muitos casos, isso significa utilizar grandes volumes de água.


Paralelamente, a construção dessas estruturas exige ocupação de áreas extensas, além do uso de materiais e equipamentos cuja fabricação também possui custos ambientais relevantes. Dessa forma, a pegada ecológica da IA envolve múltiplas etapas, desde a produção dos componentes até a operação diária dos sistemas.

Pequenas mudanças podem fazer diferença

O estudo aponta ainda que a maior parte da energia utilizada pela inteligência artificial está relacionada ao uso cotidiano da tecnologia, e não apenas ao treinamento dos modelos. Isso significa que bilhões de interações realizadas diariamente contribuem para o aumento da demanda energética global.

Nesse contexto, consultas mais objetivas e diretas podem reduzir o processamento necessário para gerar respostas. Embora essa economia pareça pequena individualmente, ela pode representar uma diferença significativa quando multiplicada por milhões de usuários.

À medida que a inteligência artificial se torna parte da rotina da sociedade, cresce também a necessidade de discutir eficiência energética, transparência das empresas de tecnologia e sustentabilidade dos data centers. Afinal, a revolução digital não acontece apenas na nuvem: ela depende de uma infraestrutura física cada vez maior e com impactos ambientais reais.

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