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Telescópio da NASA pode revelar milhões de estrelas “invisíveis” na Via Láctea

Missão Roman poderá detectar estrelas de nêutrons invisíveis usando efeitos gravitacionais no espaço

Fala Ciência

Fala Ciência|Do R7

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Telescópio Roman poderá revelar estrelas invisíveis escondidas pela gravidade na Via Láctea. (Imagem: Fala Ciência via Gemini) Fala Ciência

A NASA está prestes a abrir uma nova janela para os mistérios mais extremos do Universo. O futuro Telescópio Espacial Nancy Grace Roman poderá detectar uma enorme população oculta de estrelas de nêutrons, objetos ultradensos que permanecem praticamente invisíveis aos telescópios tradicionais.

O estudo, publicado na revista científica Astronomy & Astrophysics, indica que o observatório espacial será capaz de identificar esses corpos cósmicos utilizando um fenômeno chamado microlente gravitacional. A técnica poderá revelar estrelas de nêutrons isoladas que não emitem luz suficiente para serem observadas diretamente. Entre os principais objetivos da missão estão:


  • Detectar estrelas de nêutrons invisíveis;
  • Medir massas de objetos extremos;
  • Estudar explosões estelares antigas;
  • Investigar a origem de buracos negros;
  • Mapear regiões ocultas da Via Láctea.

Objetos extremos escondidos pelo Universo


As estrelas de nêutrons surgem após a explosão de estrelas massivas em eventos conhecidos como supernovas. Apesar de concentrarem mais massa que o Sol, esses objetos possuem tamanho semelhante ao de uma cidade, tornando-se alguns dos corpos mais densos do Universo.

O problema é que a maioria dessas estrelas permanece invisível. Muitas não emitem sinais intensos de rádio ou raios X, dificultando enormemente sua detecção pelos métodos tradicionais.


Os cientistas estimam que existam dezenas de milhões, ou até centenas de milhões, de estrelas de nêutrons espalhadas pela Via Láctea, mas apenas uma pequena fração foi identificada até hoje.

Gravidade pode denunciar estrelas invisíveis


NASA quer detectar estrelas de nêutrons ocultas usando microlentes gravitacionais no espaço. (Imagem: Getty Images via Canva) Fala Ciência

O diferencial do telescópio Roman será sua capacidade de detectar pequenas distorções na luz provocadas pela gravidade desses objetos ocultos.

Quando uma estrela de nêutrons passa na frente de uma estrela mais distante, sua gravidade curva levemente a luz da estrela ao fundo. Esse efeito, chamado de microlente gravitacional, faz a estrela parecer temporariamente mais brilhante e ligeiramente deslocada no céu.

O observatório da NASA será capaz de medir essas alterações com altíssima precisão. Além de identificar os objetos invisíveis, os cientistas poderão calcular diretamente suas massas, algo extremamente difícil na astronomia moderna.

Missão pode transformar estudo de buracos negros e estrelas compactas

Os pesquisadores acreditam que os dados do Roman poderão esclarecer questões importantes sobre os limites entre estrelas de nêutrons e buracos negros. A missão também pode ajudar a entender por que esses objetos viajam pelo espaço a velocidades tão elevadas após explosões estelares violentas.

Outro ponto importante é que o telescópio observará milhões de estrelas repetidamente, aumentando as chances de detectar eventos raros de microlente gravitacional.

Embora o projeto tenha sido inicialmente pensado para buscar exoplanetas, a precisão astrométrica do Roman acabou revelando um potencial ainda maior. Segundo os cientistas, o telescópio poderá inaugurar uma nova era na descoberta de objetos invisíveis espalhados pela galáxia.

Se as previsões forem confirmadas, o observatório poderá entregar a primeira grande coleção de estrelas de nêutrons isoladas identificadas apenas por seus efeitos gravitacionais, um avanço considerado revolucionário para a astrofísica moderna.

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