Terras raras no Brasil: cientistas identificam área promissora entre três estados
Pesquisas identificaram concentrações relevantes de minerais estratégicos no Cinturão Ribeira
Fala Ciência|Do R7

Uma nova investigação geológica colocou o Brasil novamente no centro das atenções quando o assunto é mineração estratégica. Pesquisadores identificaram concentrações relevantes de terras raras em áreas que se estendem por São Paulo, Paraná e Santa Catarina, dentro da formação conhecida como Cinturão Ribeira.
Os primeiros resultados apontaram níveis considerados elevados desses elementos químicos em amostras coletadas durante as análises. O levantamento foi realizado pelo Serviço Geológico do Brasil e faz parte de um projeto que seguirá em andamento até 2027.
Embora a pesquisa ainda esteja em fase inicial, os dados chamaram atenção por indicarem um possível enriquecimento mineral em diferentes regiões analisadas. Entre os principais pontos observados pelos pesquisadores estão:
Minerais estratégicos para carros elétricos e tecnologia
As chamadas terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos fundamentais para diversas tecnologias modernas. Apesar do nome, muitos desses minerais não são exatamente raros na natureza, mas costumam aparecer misturados a outros materiais, o que torna sua extração mais complexa. Esses elementos são essenciais para setores como:
Com a expansão global das tecnologias limpas e da eletrificação automotiva, a demanda por terras raras cresceu rapidamente nos últimos anos.
Cinturão Ribeira desperta interesse científico

A região estudada já era conhecida pelos geólogos devido à presença de formações minerais antigas. O novo levantamento, porém, reforçou o potencial da área para futuras pesquisas mais detalhadas.
Os trabalhos de campo incluíram municípios paulistas como Itupeva, Cajati, Cananéia e Capão Bonito. No Paraná, as análises ocorreram em cidades como Castro e Cerro Azul, enquanto em Santa Catarina os estudos alcançaram Joinville e Garuva.
Segundo os pesquisadores, a próxima etapa será concentrada justamente nos pontos que apresentaram os resultados mais expressivos. Nessa fase, as amostragens deverão ocorrer de maneira mais aprofundada para verificar se existem depósitos com potencial econômico real.
Descoberta ainda exige novas análises
Apesar da empolgação em torno dos resultados iniciais, os cientistas destacam que a presença de terras raras não significa automaticamente a existência de jazidas prontas para exploração comercial.
Ainda serão necessários estudos detalhados sobre volume, qualidade do minério, viabilidade econômica e impactos ambientais envolvidos em uma possível extração.
Mesmo assim, a descoberta amplia o interesse sobre o potencial mineral brasileiro em um momento em que o mundo busca matérias-primas estratégicas para a transição energética e o avanço tecnológico.














