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1º de Maio em Bangladesh marcado por tragédia no setor têxtil

Internacional|Do R7

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Milhares de pessoas protestaram nesta quarta-feira nas ruas de Dacca, por ocasião do 1º de Maio, para exigir a condenação dos donos das unidades de confecção do prédio que desabou na semana passada e provocou a morte de mais de 400 pessoas.

Também nesta quarta-feira, o Papa Francisco condenou o trabalho escravo, ao mencionar no Vaticano a tragédia em Bangladesh.


"A manchete que me chocou de verdade no dia da tragédia de Bangladesh foi 'Viver com 38 euros ao mês'. Era o que recebiam todas as pessoas que morreram. É o que se chama de trabalho escravo", declarou o pontífice.

Apesar dos pedidos de calma da primeira-ministra Sheikh Hasina, o governo teme atos de violência nas fábricas têxteis do país, onde operários trabalham em condições terríveis para produzir peças de empresas ocidentais.


O balanço atualizado da tragédia divulgado nesta quarta-feira informa 402 mortos encontrados nos escombros do Rana Plaza, um edifício de oito andares que desabou em Savar, perto da capital.

O general Chowdhury Hasan Suhrawardy anunciou ainda que 149 pessoas são consideradas desaparecidas.


Em Dacca, os manifestantes exigiram justiça uma semana depois da tragédia.

Eles exigiram a execução na forca para os proprietários das unidades têxteis, que obrigaram os trabalhadores a permanecer no prédio, apesar das péssimas condições do edifício.


O governo de Bangladesh também foi criticado. Empresas europeias e americanas de confecção exigiram que Dacca melhore as condições de segurança dos trabalhadores.

Os parentes das vítimas criticam o governo por ter rejeitado a ajuda oferecida por outros países para as operações de resgate.

O governo anunciou um plano de inspeção das fábricas, mas rebateu as acusações de negligência nas operações de busca por corpos nos escombros do edifício.

Sete pessoas, incluindo o proprietário do Rana Plaza, foram detidas e acusadas de homicídio doloso.

bur-co/fp

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