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Africanos disponibilizarão 6 mil soldados para operação na R.Centro-Africana

Internacional|Do R7

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Paris, 7 dez (EFE).- Os países africanos concederão seis mil soldados para a missão internacional na República Centro-Africana, que se encarregarão de garantir a segurança e que se somarão aos 1.600 franceses que já foram desdobrados. O anúncio foi feito neste sábado pelo presidente francês, François Hollande, ao término de uma mini-cúpula informal em Paris sobre a crise na República Centro-Africana com diversos países vizinhos, em entrevista à "France 24", "TV5" e "RFI". Hollande, que insistiu que não irá além dos 1.600 homens que foram desdobraram, precisou que os africanos "vão colocar 6 mil homens para restabelecer a segurança na República Centro-Africana depois que a França tenha dado "o primeiro passo". Os franceses "não têm intenção de ficar na República Centro-Africana", além dos que seguirão como antes protegendo o aeroporto de Bangui e os franceses no país, especificou. Quanto ao financiamento, Hollande acredita que "a Europa garantirá uma grande parte" com os 50 milhões de euros que já decidiu dedicar a esse país, e acrescentou que na cúpula da UE dentro de duas semanas, colocará em cima da mesa a ideia de que "é preciso um fundo para cobrir este tipo de operações". O presidente lembrou que a operação militar francesa no Mali lançada em janeiro, para despejar os grupos jihadistas que controlavam o norte, teve um custo para a França de entre 400 e 500 milhões de euros e reconheceu que os europeus, embora não tenham enviado tropas, "forneceram muito". Questionado sobre a responsabilidade na situação de caos e violência do atual presidente do país, Michel Djotodia, Hollande disse que "há muitos responsáveis", mas também que ele "não fez nada e não deixou de fazer" e sugeriu que sua permanência está comprometida nas eleições que quer que sejam realizadas ao final da intervenção. A ideia -argumentou- é "realizar o mais rápido possível eleições antes de 2015", e para ilustrar, assinalou que no Mali, onde a França interveio militarmente em janeiro, foram organizadas eleições seis meses depois. Hollande reconheceu que existe o risco de que as tropas francesas tenham que enfrentar os choques entre as diversas facções, por isso que é necessário desarmá-las. EFE ac/ff

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