Governo Trump anuncia que estrangeiros terão de voltar aos seus países para obter green card
Exceções serão consideradas em circunstâncias extraordinárias, analisadas caso a caso
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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O USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos) anunciou nesta sexta-feira (22) que estrangeiros que desejam solicitar o green card terão de retornar aos seus países de origem.
Chamado oficialmente de Cartão de Residente Permanente, o green card é um documento que garante a uma pessoa o direito de morar e trabalhar legalmente de forma permanente nos EUA.
“Nós estamos retornando à intenção original da lei para garantir que os estrangeiros naveguem corretamente pelo sistema de imigração do nosso país”, afirmou o porta-voz do USCIS, Zach Kahler.
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“A partir de agora, um estrangeiro que esteja nos EUA temporariamente e queira um green card deve retornar ao seu país de origem para solicitar, exceto em circunstâncias extraordinárias”, acrescentou.
Ele não especificou quais seriam essas “circunstâncias extraordinárias”, mas o USCIS disse que os funcionários serão instruídos a considerar “todos os fatores e informações relevantes, caso a caso”, para definir se um estrangeiro se enquadra nelas.
Kahler afirmou ainda que a medida visa garantir que o sistema de imigração “funcione como a lei pretendia, em vez de incentivar brechas”.
“Quando os estrangeiros solicitam a partir de seus países de origem, isso reduz a necessidade de encontrar e remover aqueles que decidem se esconder e permanecer nos EUA ilegalmente após terem o pedido de residência negado”, afirmou.
O porta-voz acrescentou que o sistema americano é projetado para que pessoas com vistos de não imigrante, como turistas, estudantes e trabalhadores temporários, deixem o país ao fim da visita, e que esse período “não deve funcionar como o primeiro passo no processo do green card”.
A medida faz parte de uma série de ações adotadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para restringir a imigração no país.
Em janeiro, dias antes de Trump completar um ano no cargo, o Departamento de Estado informou que havia revogado mais de 100 mil vistos desde o início do segundo mandato do republicano. Entre os documentos cancelados, estavam cerca de 8.000 vistos de estudantes.
“Continuaremos a deportar esses bandidos para manter a América segura”, disse a pasta na época.
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