Agora vai? Brexit avança para saída definitiva da UE em janeiro de 2020
2019 foi ano definitivo para definir futuro do Brexit, com um novo primeiro-ministro decidido, um Parlamento conservador e um texto aprovado
Internacional|Do R7

Depois de três anos de muita enrolação, 2019 foi um ano decisivo para o Brexit.
Só neste ano, a primeira-ministra caiu, um conservador radical que prometeu tirar o Reino Unido da União Europeia foi eleito e o ano termina com a quase certeza de que o arquipélago vai mesmo deixar o bloco econômico.
Porém, a ladainha com o Brexit é mais antiga. O processo todo começou com um plebiscito em 2016, quando David Cameron, então primeiro-ministro, pediu para os britânicos votarem se queriam permanecer ou sair da União Europeia. De lá para cá, já se passaram três premiês e muito adiamento.
O Brexit em 2019
Em janeiro, foi recusada a proposta de um Brexit duro, ou seja, uma saída sem discutir a questão da fronteira entre a Irlanda e a Irlanda do Norte. A fase sem aprovações do Brexit custou a Theresa May, então primeira-ministra, o seu cargo.
A premiê tentou pela terceira vez passar o acordo do Brexit, no final de março, mas teve uma rejeição de 344 votos contra 286 a favor. No final de maio, a conservadora renunciou.

Com a vacância do cargo, começou uma nova disputa para o líder do Reino Unido e do Partido Conservador. O ex-prefeito de Londres, Boris Johnson, sempre foi o preferido a assumir o posto em julho.
Desde o começo o novo primeiro-ministro disse que faria com que o Reino Unido deixasse a União Europeia o mais rápido possível. Antes da saída de May, o arquipélago tinha até outubro para deixar o bloco, o que não foi concretizado.
O premiê também começou o mandato de forma polêmica, pedindo para fechar o Parlamento por mais tempo que o normal e tentou passar de novo o Brexit duro.
Contra a própria vontade, ele precisou pediu um novo prazo para a União Europeia, dessa vez até o dia 31 de janeiro.

Novo prazo, nova esperança
Com um Parlamento difícil para aprovar as decisões do Brexit, Johnson convocou novas eleições para o dia 12 de dezembro. O líder da oposição, Jeremy Corbyn, prometeu a campanha "mais ambiciosa" da história do Reino Unido para trocar o primeiro-ministro e manter a maioria no Parlamento.
Porém, novamente, Johnson era o preferido. Em dezembro, o conservador teve a maior vitória do Partido Conservador em 30 anos, se manteve no poder e conseguiu mais assentos no Parlamento para os aliados, que agora tem 368 cadeiras na Câmara dos Comuns.
Durante o Discurso da Rainha, a monarca disse que a prioridade de Johnson era conseguir o Brexit no dia 31 de janeiro, e ele ficou mais perto de realmente conseguir isso. Na sexta-feira (20), o texto para o divórcio com a União Europeia finalmente foi aprovado no Parlamento.
Problemas com a Escócia
Tirar o Reino Unido da União Europeia significa tirar Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e o País de Gales do bloco. Porém, nem todos os países estão alinhados e felizes com a ideia de deixar o grupo econômico.
A premiê da Escócia, Nicola Strugeon apresentou uma proposta formal de um referendo de independência do Reino Unido.
"A Escócia deixou muito claro na semana passada que não quer que um governo conservador dirigido por Boris Johnson nos tire da União Europeia", disse Strugeon.
Porém, o governo britânico disse que não vai aceitar o referendo.








