Aliança com lideranças árabes pode definir próximo governo de Israel; veja análise
Eleição que define futuro de Netanyahu termina sem vencedor claro; partido de oposição pode formar maioria
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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A eleição que define o próximo primeiro-ministro de Israel terminou nesta terça-feira (27) sem um vencedor claro. De acordo com pesquisas de boca de urna, uma disputa acirrada entre o partido de Benjamin Netanyahu e o de Gadi Eisenkot deve marcar a apuração, que pode levar dias para ser divulgada oficialmente. O resultado ainda depende das negociações para formar uma coalizão no governo.
Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explica como funciona o sistema parlamentarista israelense. Para que um governo seja apontado, é necessário que uma legenda possua a maioria de assentos no Parlamento, representada por um mínimo de 61 deputados. Até o momento, nenhum dos principais partidos atingiu essa maioria.
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Ainda há de se considerar no jogo político os representantes árabes, que equivalem a 20% da população do país. Brustolin destaca que, ainda que ambos os partidos de Netanyahu e de Eisenkot tenham prometido não levar essas lideranças para dentro do governo, o último ainda pode chegar a negociar apoio com alguma dessas coligações.
“Os próprios árabes dizem que gostariam de ter paz e igualdade. Então, se Eisenkot fechar uma aliança com alguma dessas listas árabes, ele pode conseguir a maioria para formar um governo. O que colocaria Netanyahu em oposição, mas não acabaria com sua representação; ele continuaria sendo um deputado, apenas não seria mais primeiro-ministro”, pontua o especialista.
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