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Aluna expulsa aos 13 anos volta à antiga escola como uma das professoras mais queridas

Trajetória de educadora em Missouri (EUA) foi marcada por dificuldades acadêmicas e incentivo familiar

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kayla McClellan, expulsa da escola aos 13 anos, se tornou uma professora respeitada na mesma instituição.
  • Após dificuldades acadêmicas, contou com apoio familiar para encontrar motivação e concluir seus estudos.
  • Formou-se em História e ingressou no programa Teach for America, retornando à sua cidade natal para atuar na educação.
  • Ela enfatiza a importância do incentivo aos alunos, utilizando experiências pessoais para apoiar estudantes em dificuldades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Kayla McClellan é professora em escola em Missouri, nos Estados Unidos Reprodução/Instagram/@kcpublicschools

A norte-americana Kayla McClellan, de 32 anos, transformou uma experiência traumática da adolescência em inspiração para a carreira profissional. Expulsa da escola Lincoln College Preparatory Academy Middle School aos 13 anos por problemas de comportamento e baixo desempenho escolar, ela retornou anos depois à mesma instituição, desta vez como professora e referência para estudantes com dificuldades semelhantes às que enfrentou.

Hoje atuando na área educacional em Missouri, nos Estados Unidos, McClellan afirma que sua principal missão é evitar que alunos se sintam desencorajados ou ignorados dentro da escola. Segundo ela, a própria trajetória ajudou a moldar sua visão sobre educação e acolhimento.


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Em entrevista à revista People, a educadora relembrou que, durante a adolescência, frequentava as aulas mais pelo convívio social do que pelo interesse acadêmico. Ela contou que suas notas eram insuficientes e que seu comportamento frequentemente causava problemas na escola.

Após ser afastada da instituição, McClellan foi transferida para uma escola alternativa local, onde conseguiu concluir os estudos, embora ainda enfrentasse obstáculos. Segundo ela, inteligência nunca foi o problema, mas sim a falta de motivação para aplicar seu potencial nos estudos.


A mudança começou a acontecer com o incentivo da família e de professores que acreditaram em sua capacidade. A mãe de Kayla, Karen, teve papel decisivo nesse processo ao incentivá-la a recomeçar durante a fase de inscrição para a universidade.

McClellan escolheu estudar na Grambling State University, onde também integrou a equipe de líderes de torcida da instituição. Ela afirma que o ambiente universitário mudou completamente sua perspectiva, especialmente pelo envolvimento dos professores com os alunos.


Segundo a educadora, a experiência acadêmica “mudou a trajetória” de sua vida. Depois de concluir a graduação em História em 2015, ela também obteve um diploma de pós-graduação na Mississippi State University.

Ainda sem saber qual caminho profissional seguir, McClellan recebeu incentivo da irmã mais velha, Jaila, que trabalhava com a organização Teach for America, responsável por encaminhar graduados para escolas em regiões carentes.


Ela então ingressou no programa e retornou à cidade natal, Kansas City. Foi assim que, em 2020, acabou se candidatando para trabalhar justamente na escola da qual havia sido expulsa anos antes.

Além das funções em sala de aula, McClellan também trabalhou treinando equipes esportivas de vôlei e atletismo. Em 2023, passou a atuar na Lincoln College Preparatory Academy High School como diretora esportiva.

A educadora afirma que seu retorno ao colégio não representou uma busca por segunda chance pessoal, mas sim uma oportunidade de fazer com que os estudantes se sentissem compreendidos. Ela relata que costuma identificar rapidamente os interesses e as motivações dos alunos para encontrar maneiras de incentivá-los.

Um dos exemplos citados por McClellan envolve uma estudante chamada Laila, que inicialmente lhe pareceu ter uma atitude difícil. Segundo ela, a relação mudou após um gesto simples de apoio depois de uma corrida escolar.

A professora contou que abraçou a adolescente após uma competição esportiva, atitude que surpreendeu a estudante e fortaleceu o vínculo entre as duas. Hoje, Laila frequenta diariamente a sala da diretora esportiva.

Para McClellan, pequenos avanços e demonstrações de incentivo podem causar impactos profundos nos estudantes. Ela afirma que muitos jovens precisam mais de encorajamento do que de críticas.

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