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Americanos preferem as latinas na hora de trair, diz site de encontros

Homens adúlteros preferem mulheres com pele bronzeada, cabelo escuro e corpo voluptuoso

Internacional|Do R7

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O tipo da voluptuosa Sofía Vergara é citado por 7 em cada 10 americanos que querem trair
O tipo da voluptuosa Sofía Vergara é citado por 7 em cada 10 americanos que querem trair Jordan Strauss/Jordan Strauss/Invision/AP

As latinas são as mulheres com as quais os homens americanos mais fantasiam quando querem dar uma escapada, afirma o site de encontros on-line AshleyMadison.com, especializado em adultério.

A empresa, fundada em 2002 no Canadá, diz ter 13 milhões de membros em 17 países. Na América Latina, ela conta com 1,3 milhão de adúlteros.

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De acordo com uma pesquisa feita entre 3.000 usuários americanos, 71% dos homens adúlteros preferem ter uma aventura com uma latina, contra 15% que elegeram pecar com uma branca, 9% com uma asiática e 5% com uma negra, explicou a empresa.

Os homens também preferem mulheres com pele mais bronzeada, cabelo escuro e corpo voluptuoso.

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"É como se em cada pergunta da pesquisa, os homens respondessem Sofía!", brincou David Benoliel, vice-presidente da AshleyMadison.com para a América Latina.

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Ele se refere a Sofía Vergara, a curvilínea ex-modelo colombiana que interpreta uma latina temperamental na série de televisão Modern Family — ganhadora do Emmy de melhor comédia pelo terceiro ano consecutivo —, e que parece ser a mulher ideal das fantasias sexuais dos homens americanos.

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Benoliel especula que esta preferência, ao menos entre os usuários do site, se deve ao interesse humano pelo exótico.

Porém, ao mesmo tempo, "as latinas são americanas", explicou.

— Eles convivem com muitas latinas, mas acabam vendo-as como algo exótico, embora conhecido. É algo que está ao alcance.

As mulheres americanas não parecem ser tão exigentes: se conformam com um amante "limpo e que as trate bem", informou o executivo.

"Não inventamos a infidelidade"

O site vem recebendo diversas críticas. Fóruns de discussão on-line se enchem de comentários de homens desapontados que gastaram dinheiro com chats improdutivos, enquanto que no Facebook grupos propõe boicotar o site por completo.

No ano passado, a emissora de televisão FOX negou um pedido da AshleyMadison.com para transmitir um comercial durante o Super Bowl, maior evento esportivo do país e cujo espaço publicitário custa cerca de 3,5 milhões de dólares por minuto, de acordo com o canal esportivo ESPN.

O site também é criticado por grupos religiosos e até prostitutas. Uma blogueira que se define como "ex-prostituta" afirma que o site AshelyMadison.com é perigoso para os homens casados porque eles acabam se envolvendo com "amadoras".

"Uma prostituta profissional não quer nada além do dinheiro, se preocupa com a proteção da identidade e não bota os casamentos dos clientes em risco", explicou Maggie McNeill no blog A Cortesã Honesta.

Por sua vez, o Jewish Journal, diário judeu da Califórnia, publicou no ano passado que AshleyMadison.com é "o site mais nojento de todos".

A empresa não se diz responsável pela existência da infidelidade e assegura que, diferente do que pode parecer à primeira vista, seu serviço protege a instituição familiar.

"Não inventamos a infidelidade", disse Benoliel.

— Somos contra o divórcio porque quando uma família se quebra, a sociedade se fere. E, para muita gente, o divórcio não é uma opção. Tem muito gente que não quer perder tudo.

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