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Análise: aliança militar Rússia-China ‘desequilibraria balança geopolítica global’

Xi Jinping e Vladimir Putin se reuniram nesta quarta-feira (20) em Pequim e condenaram a política nuclear dos Estados Unidos

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Xi Jinping e Vladimir Putin se reuniram em Pequim e condenaram a política nuclear dos Estados Unidos.
  • Os líderes criticaram o vencimento do último tratado nuclear entre EUA e Rússia, que expirou em fevereiro.
  • O plano norte-americano para um sistema de interceptação de mísseis é visto como uma ameaça à estabilidade global.
  • Uma aliança militar entre Rússia e China pode desequilibrar a geopolítica global se os EUA prosseguirem com seus esforços de defesa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Os presidentes da China e da Rússia se reuniram na manhã desta quarta-feira (20) em Pequim. Durante o encontro, Xi Jinping e Vladimir Putin condenaram a política nuclear dos Estados Unidos. Em um comunicado conjunto, os líderes criticaram Washington pelo vencimento do último tratado nuclear, que restringia o tamanho dos arsenais americano e russo.

O acordo expirou em fevereiro, sem que Donald Trump respondesse à proposta de Moscou de estender os limites por um ano. Putin e Xi Jinping também falaram sobre o Domo de Ouro de Trump. Segundo eles, o plano norte-americano para um sistema de interceptação de mísseis terrestres e espacial representa uma ameaça à estabilidade estratégica global.


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“O final dos acordos Start teria sido muito ruim para a segurança global. Esperava-se, de fato, que eles fossem prorrogados, embora nós saibamos que a sua operacionalidade estava bastante limitada”, afirma Lier Ferreira, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), em entrevista ao Conexão Record News. Para ele, no entanto, o pronunciamento dos líderes é muito importante.

Segundo Ferreira, criar um escudo de proteção contra mísseis balísticos e outros artefatos capazes de trazer e portar ogivas nucleares — o Domo de Ouro — seria, por um lado, essencial para a segurança dos Estados Unidos, mas, por outro lado, desequilibraria as possibilidades estratégicas em relação aos outros dois países, principalmente a Rússia e a China.


“Se os Estados Unidos, de fato, materializarem os esforços necessários para a construção do Domo de Ouro, é evidente que Putin e Xi Jinping também terão que fazer o mesmo e muito possivelmente farão, a partir de uma aliança militar estratégica entre os dois países, o que desequilibraria a balança geopolítica global, nos deixando numa situação muito delicada”, ressalta o pesquisador.

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