Logo R7.com
RecordPlus

Análise: após quatro anos de guerra, Ucrânia está mais unida do que quando entrou

‘Custo-benefício dessa guerra para o Putin foi muito elevado’, afirma especialista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Ucrânia se mostra mais unida após quatro anos de guerra, segundo análise de especialista.
  • Vladimir Putin não conseguiu cumprir os objetivos da guerra, enfrentando um alto custo-benefício.
  • A Ucrânia, ao contrário das intenções russas, aumentou seu exército para 880 mil soldados e consolidou seu nacionalismo.
  • Zelensky busca apoio financeiro da UE, mas enfrenta resistência interna, com países como Hungria e Eslováquia se posicionando ao lado da Rússia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Quatro anos da Guerra na Ucrânia. Em um vídeo que homenageia os mortos ao longo do conflito, Volodymyr Zelensky afirmou que, apesar das tentativas, Vladimir Putin não conseguiu atingir os objetivos da guerra, dentre eles o controle do país. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, concorda que a Rússia não conseguiu cumprir todas as metas, mas que a nação continuará a lutar até atingir todas elas.

Tudo indica que a guerra não terminará tão cedo. Um motivo de frustração para o líder russo. “O custo-benefício dessa guerra para o Putin foi muito elevado”, afirma o especialista em relações internacionais Vitelio Brustolin. Segundo ele, as expectativas russas de quatro anos atrás estão muito longe da realidade da Ucrânia de hoje.


Grande maioria dos planos de Putin para a Ucrânia foi frustrada, afirma entrevistado Reprodução / Record News

Ele avaliou as consequências do conflito no Conexão Record News desta terça (24): “A Rússia queria reduzir o exército da Ucrânia a 50 mil soldados no máximo, hoje a Ucrânia tem 880 mil. [...] A Rússia queria que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) voltasse ao que era em 1997 e a Otan expandiu”.

Outra tentativa falha de Putin foi a de “desnazificação” — termo usado pelo político — da Ucrânia, que visava apagar a cultura do país, mas teve o efeito oposto de aumentar o nacionalismo local. Além disso, não passava de uma propaganda enganosa, como aponta Brustolin, já que o próprio Zelensky é judeu e teve parte da família morta durante o holocausto.


Leia Mais

Mesmo com a resistência às investidas, o líder ucraniano procura apoio e, durante um discurso de agradecimento às nações europeias, solicitou aos parlamentares uma ajuda financeira de € 90 bilhões e um “cronograma claro” para a adesão do país à União Europeia. Contudo, nem mesmo dentro do bloco a Ucrânia é plenamente respeitada.

“Dentro da UE existem dois países que são pró-Rússia. Existe nesse momento a Hungria de Viktor Orbán, que é considerado um traidor por Zelensky. Temos também o Robert Fico da Eslováquia”. O especialista destaca que Orbán tenta bloquear o empréstimo, que já havia sido aceito pelo grupo e depende do manejo dos ativos russos congelados. Mais um obstáculo na busca da paz de um conflito que muitos acreditavam que não passaria de um mês.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.