Análise: ataques houthis colocam Arábia Saudita contra um problema que ela mesma criou
Conflito ‘tinha tudo para ficar circunscrito às montanhas do Iêmen do Norte’, afirma especialista em segurança internacional
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O novo alvo dos ataques houthis no Oriente Médio foi o Palácio Presidencial de Áden, na capital provisória do governo do Iêmen. Quatro pessoas morreram com os mísseis disparados durante a ofensiva, que ocorreu nesta quinta (15). A investida ainda se enquadra na crescente lista de pressões que o grupo rebelde tem posto sobre a Arábia Saudita, vizinha da nação atacada.
O governo saudita lidera uma coalizão que combate os houthis desde 2015 e, de acordo com o especialista em segurança internacional Ricardo Cabral, estabelece uma política de segregação do grupo no norte do Iêmen. No Conexão Record News, Cabral analisou que o conflito atual “tinha tudo para ficar circunscrito às montanhas do Iêmen do Norte”, não fosse pela falta de preparo da Arábia Saudita.
“Durante todo esse período, eles deixaram a coisa meio que correr frouxa. [...] Eles só se preocuparam agora quando os Estados Unidos e Israel não quiseram lidar com os houthis. E aí eles se viram diante de um problema que eles mesmos criaram”. O motivo por trás da escalada das agressões, segundo Cabral, está no apoio que o grupo rebelde tem recebido do Irã para planejar ataques cada vez mais elaborados.
“O equipamento mais sofisticado, drones, sistemas de radar, os sistemas de defesa aérea, são manipulados pelos iranianos, que inclusive dirigem a campanha. [...] Ela [a guerra] está escalando por causa da interferência do Irã, interessado em manter pressão sobre o mercado de petróleo”, concluiu Cabral.
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