Análise: Israel não acolhe esforços dos EUA para restabelecer e reorganizar Gaza
Situação provoca abalos na sólida parceria estratégica entre israelenses e norte-americanos, pontua Lier Ferreira
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O primeiro-ministro israelense afirmou que discorda do plano apoiado pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. Benjamin Netanyahu reuniu-se com o Conselho de Paz, criado pelo presidente Donald Trump, na segunda (3), e recebeu garantias de que o exército israelense só seria obrigado a abandonar as posições atuais em Gaza depois que o grupo terrorista Hamas fosse desarmado.
Apesar disso, o premiê está sob pressão de aliados para que o acordo seja rejeitado. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Netanyahu disse que não concorda com o rascunho enviado pelos norte-americanos e afirmou que os israelenses não vão se retirar das atuais linhas em Gaza até que os radicais estejam completamente desarmados.
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De acordo com a imprensa de Israel, as tropas receberam ordens de aguardar autorização do chefe de Estado-maior para qualquer ataque seletivo no território palestino, exceto em caso de perigo iminente.
“O quadro em Gaza continua marcado por uma guerra de desgaste, uma dimensão humanitária ainda muito brutal. [...] Os esforços que estão sendo feitos pelos EUA não estão encontrando em Israel o acolhimento que a Casa Branca gostaria”, argumentou o pesquisador do núcleo de estudos dos países Brics, Lier Ferreira, em entrevista ao Conexão Record News.
“Na verdade, Israel rejeitou publicamente esse plano promovido pelos Estados Unidos para Gaza, tratando-o como uma minuta que não reflete os interesses e necessidades de Israel. Na prática, Netanyahu reiterou que as tropas israelenses não vão se retirar de Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado. E isso é um fato politicamente importante. Por quê? Porque indica que a retirada israelense foi vinculada a uma condição de segurança maximalista, o que tende a dificultar qualquer tipo de implementação, de arranjo para uma transição pacífica em Gaza. E mostra também que, apesar dos esforços norte-americanos, que nesse caso, sim, são intensos e são reais, o governo israelense ainda pretende preservar uma margem de veto sobre os termos a serem acordados ali”, completou.
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