Análise de fóssil sugere que adolescente morreu em ataque de urso há 27 mil anos
Esqueleto apresentou ferimentos graves que podem ter sido causados por garras e dentes
Internacional|Do R7
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Cientistas analisaram o esqueleto de um adolescente de 27 mil anos atrás e descobriam que ele pode ter morrido após um ataque violento de urso. Segundo o estudo publicado no Journal of Anthropological Sciences, os ferimentos de Principe parecem ter sido causados pelas garras e dentes de um animal.
O esqueleto do garoto tem sido estudado há anos. O que chama atenção dos especialistas é a preservação dos vestígios ósseos, devido à maneira como ele foi enterrado.
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A nova análise mostrou que Principe foi sepultado sem parte da mandíbula e da clavícula. Além disso, foram detectados ferimentos nos seus ombros, rosto e na coluna cervical. Apesar do quadro extremo, os pesquisadores acreditam que ele sobreviveu por cerca de 72 horas machucado.
“Nossa análise confirmou a natureza perimortal das lesões mandibulares e do ombro e identificou outras possíveis fraturas relacionadas ao evento violento no crânio, dentição e possivelmente na coluna cervical. Traumas perimortais adicionais, incluindo uma marca linear no parietal esquerdo e uma marca de perfuração na fíbula, apoiam a hipótese de esbarramento por um animal”, diz um trecho do estudo.

Normalmente, machucados em registros fósseis de caçadores pré-históricos são explicados como quedas ou brigas com outras pessoas. No entanto, os ferimentos do adolescente sugerem que ele sofreu um ataque violento de um animal.
Outro ponto que chamou atenção dos cientistas foi a maneira como Principe foi enterrado. Ele foi colocado deitado de costas com um leito de ocre vermelho, diversas conchas, pingentes de marfim e bastões de chifre. Também havia uma lâmina em sua mão.
Para os pesquisadores, os materiais podem ter sido colocados como forma de cobrir os ferimentos do jovem, ou como um ritual para tentar curá-lo. “Desde o momento em que foi descoberto [o esqueleto], foi proposto que o Principe havia sofrido um evento traumático significativo por volta do tempo de sua morte”, escreveram os autores do estudo.
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