Análise: Escudo das Américas dificulta combate ao crime organizado transnacional
Priscila Caneparo explica que acordo pode gerar mais dependência de informação dos EUA
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O Escudo das Américas, aliança formada pelos Estados Unidos e outros 14 países, estabeleceu na última terça-feira (22) um acordo para combater grupos de narcoterrorismo, incluindo o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). O governo brasileiro considera a movimentação como grave.
Em entrevista ao Jornal da Record News, Priscila Caneparo, doutora em direito internacional, explica que a prática pode dificultar a cooperação para o combate ao crime organizado transnacional: “Na prática, com a efetividade justamente pensando em território brasileiro, em território latino-americano, isso vai imputar ainda mais uma dependência de informação dos Estados Unidos e uma prática um pouco menos eficiente em relação ao combate desses grupos”.
A especialista também alerta que “Trump não esclarece de fato o que ele está fazendo em relação a essas possibilidades de intervenção no território brasileiro ou em qualquer outro Estado”, o que não poderia acontecer sem autorização do país, do Conselho de Segurança da ONU ou legítima defesa por conta de estar fazendo uma resposta de agressão armada.
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