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Governo monitora iniciativa do Escudo das Américas e considera movimentação grave

Preocupação é que medida inicialmente tomada com pretexto de combate ao narcotráfico seja ampliada para outras áreas estratégicas

Brasília|Caroline Aguiar, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo brasileiro analisa o impacto do Escudo das Américas, liderado pelos EUA, no combate a narcoterroristas.
  • A iniciativa envolve 14 países da América Latina, com medidas como sanções e restrições de imigração.
  • O Brasil monitora a situação na OEA e descarta a possibilidade de ofensiva militar em suas fronteiras.
  • Há preocupação com a influência da visão de segurança dos EUA em temas como minerais e relações comerciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Governo Lula estuda efeitos práticos do anúncio feito pelo Escudo das Américas Ricardo Stuckert/Campanha Lula - 22.09.2026

O governo brasileiro ainda estuda os efeitos práticos do anúncio feito nessa terça-feira (22) pelo Escudo das Américas. O grupo, liderado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, assinou um documento em que se compromete com a cooperação no combate a grupos narcoterroristas, incluindo o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho).

Fazem parte da iniciativa 14 países da América Latina, todos eles com governos alinhados ideologicamente com os Estados Unidos, como Argentina, El Salvador, Bolívia e Chile. O objetivo comum seria impor sanções e obrigações legais internacionais e internas, como congelamento de ativos, restrição de imigração e vistos e responsabilização criminal para pessoas que façam parte ou apoiem de alguma forma organizações para o tráfico internacional de drogas.

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No documento assinado, o Escudo das Américas diz que levará à OEA (Organização dos Estados Americanos) uma consulta sobre a formação de um grupo que viabilize a aplicação das medidas. O mecanismo se apoiaria no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, assinado pós-Guerra Fria e que prevê que a agressão a um dos países-membros é considerada um ataque às demais nações.

É justamente no âmbito da OEA que o governo brasileiro monitora e pretende atuar, caso a iniciativa seja levada adiante. A avaliação da equipe do presidente Lula é de que os países que assinaram o documento não têm capacidade para atingir o Brasil. Pelo contrário, são nações que precisam manter boas conexões e assim deve ser mantida a relação bilateral. A possibilidade de uma ofensiva militar nas fronteiras e território brasileiros também é completamente descartada.

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A preocupação do governo é com o fato de países vizinhos estarem adotando uma visão norte-americana de segurança nacional. Na avaliação de assessores do presidente Luiz inácio Lula da Silva, o tema da segurança está sendo usado pelo presidente Donald Trump para consolidar os preceitos da Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos e poderia, mais adiante, ser levada para outros assuntos, como minerais críticos, infraestrutura, política comercial e relação com outros países, como a China.

Apesar da preocupação, a avaliação é de que não haverá impactos a curto prazo. A movimentação faria parte de uma estratégia norte-americana mais robusta de realinhamento da América Latina e Caribe.

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