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Análise: estratégia de negociação de Trump pode não funcionar com adversários como o Irã

Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, presidente iraniano acusou Trump de ter ‘uma mentalidade de intimidação’

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente do Irã acusa Trump de ter uma "mentalidade de intimidação" durante discurso na ONU.
  • Irã rejeita ameaças de Trump e afirma que está disposto a negociar com os EUA.
  • Especialista Ricardo Cabral critica a estratégia de negociação de Trump com o Irã.
  • Irã possui 400 kg de urânio enriquecido, gerando incoerência em seu discurso sobre armas nucleares.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (23), o presidente do Irã acusou Donald Trump de ter “uma mentalidade de intimidação”. Masoud Pezeshkian afirmou que as ameaças apenas fortaleceriam a determinação do Irã, rejeitando o aviso de Trump de que ele poderia aniquilar Teerã caso nenhum acordo fosse alcançado.

O líder iraniano ressaltou que Teerã não vai se render na guerra. No entanto, ele também afirmou que o país está pronto para resolver as tensões com os Estados Unidos por meio de negociações.

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Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (24), Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, diz que a estratégia de negociação adotada por Trump, “de intimidar e jogar a atenção para o outro lado”, não funciona com adversários como o Irã.

“Nós estamos vendo que o Irã é extremamente resiliente, tem respostas dentro da assimetria de poder que há entre o Irã e os Estados Unidos. Eles respondem sempre de maneira simétrica”, pontua. Segundo Cabral, no entanto, as condições às quais o Irã se propõe a abrir o estreito de Ormuz nenhum presidente vai aceitar, pois seria uma rendição.

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O especialista diz ainda que Pezeshkian foi incoerente quando falou sobre o país não buscar armas nucleares, sendo que armazenam 400 kg de urânio enriquecido a 60%, que pode ser usado para fazer uma “bomba suja”.

“Há uma certa incoerência; é para manter a atenção. E veja que o Irã conseguiu. Vários países árabes e europeus apoiaram uma negociação mais ampla e uma flexibilização dos Estados Unidos. Sem falar que o Irã deveria abrir mão de apoiar grupos terroristas, de abrir mão do seu programa nuclear militar”, destaca Cabral.

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