Análise: inflação nos EUA pode frear apoio a Taiwan e aproximar Trump da China
Presidente norte-americano está em visita diplomática a Pequim; líderes discutem divergências e tentativas de aproximação
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu na manhã desta quinta-feira (14) com Xi Jinping, líder chinês. Um dos principais objetivos do republicano no encontro é estreitar a relação comercial com o país asiático. Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan aponta que o interesse tem uma razão simples: o controle da inflação, que em abril atingiu seu maior patamar em três anos nos EUA.
“O que os chineses perceberam? Os americanos estão precisando de gente, e os chineses distribuíram preço. Qual é o preço deles? Xinhua [agência de notícias estatal do governo chinês] divulgou exatamente isso, que Xi Jinping teria dito que eles querem uma declaração de que os Estados Unidos se opõe completamente à independência de Taiwan”, afirma o especialista.

Território autônomo ao leste da China continental, Taiwan está no centro das divergências entre Pequim e Washington. Enquanto o governo chinês reconhece a ilha como parte inalienável de seu território, os EUA mantêm relações diplomáticas e comerciais com a capital Taipei, o que inclui fornecimento de armas.
Não é possível saber se Trump fará concessões totais nesse sentido, diz Trevisan, que acredita que o limite da negociação está justamente na compra de armamento. “Não há dúvida alguma de que é uma reunião bastante tensa, e aparentemente não tem nada desse ambiente tão saudável, tão tranquilo, como faz parecer.”
Segundo ele, opor-se à independência do território seria fatal para a Casa Branca, mas uma discussão pode frear a venda de armamentos. “Os Estados Unidos precisam voltar a vender soja para a China. Nesse contexto, valeria a pena fazer concessões sobre Taiwan. O mundo inteiro está prestando atenção nisso, porque esse braço de ferro, essa queda, vai provar de fato quem é que tem mais força. Não há dúvida de que os Estados Unidos chegaram para essa cúpula numa posição um pouco enfraquecida”, conclui.
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