Análise: inoperante, ONU não resguarda os direitos do povo cubano desde 1959
Vitelio Brustolin diz que medidas dos EUA contra a ilha violam o direito internacional, mas ressalta ineficácia das Nações Unidas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Nesta sexta-feira (1°), Donald Trump assinou uma ordem executiva ampliando as sanções contra o governo cubano, provocando uma insatisfação direta com a China, que se manifestou contra as medidas norte-americanas.
Durante essa terça-feira (5), o governo chinês insistiu que Washington encerrasse de imediato o embargo e as sanções contra Cuba, alegando que as medidas são ilegais e violam gravemente as normas das relações internacionais.
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Foi declarado pelo Ministério das Relações Exteriores que a China reafirmou o apoio de Pequim aos esforços nacionais dos cubanos.
“As sanções e embargos são de que Cuba não faz negócios com os Estados Unidos, só que os Estados Unidos aplicam sanções secundárias a outros países que se relacionam com Cuba. [...] O país tem 10 milhões de habitantes [...], é uma ditadura que se mantém oprimindo a população no nível da extrema pobreza [...] não consegue se manter sozinha”, explicou o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, em entrevista ao Conexão Record News.
O docente argumentou que Cuba não consegue se sustentar sozinha; desde a Guerra Fria, o país tem sido auxiliado por alguma potência maior. Durante a Guerra Fria, a União Soviética ajudava; depois veio o governo Chávez na Venezuela, que patrocinou o governo cubano com o petróleo e teve medida mantida no mandato de Maduro, que, por sua vez, foi detido pelos Estados Unidos, cortando assim qualquer possibilidade de a ilha se manter economicamente.
“No final das contas, Cuba depende sempre de um patrocinador externo. Ou era União Soviética, ou era Venezuela, ou a tentativa de que a China pudesse ajudar [...] Então, existe uma violação, sim, do direito internacional pelos Estados Unidos; e existe uma Organização das Nações Unidas, uma ONU inoperante, que não resguarda os direitos das 10 milhões de pessoas que são oprimidas pela ditadura cubana desde 1959”, enfatizou.
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