Análise: Irã fecha Ormuz para ‘controlar teatro de operações’ enquanto perde guerra tática
Segundo professor, bloqueio do estreito é ativo estratégico para projetar poder, ao afetar a economia mundial
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O fechamento do estreito de Ormuz seria um ativo estratégico para projetar poder ao Irã, enquanto este perde taticamente a guerra contra os Estados Unidos. Segundo o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin, “quando o Irã fecha o estreito de Ormuz, o Irã controla estrategicamente o teatro de operações”.
“Usando a sua geografia e usando armas que conseguiu preservar com abrigos subterrâneos, com túneis, com cidades subterrâneas debaixo de montanhas, a CIA diz que o Irã ainda tem metade do seu arsenal de mísseis balísticos de cruzeiro. [...] O Irã ainda tem poder bélico suficiente para conseguir projetar poder e afetar a economia mundial, já que por ali passam 20% do petróleo mundial”, diz em entrevista ao Conexão Record News.

Os Estados Unidos e o Irã voltaram a trocar ataques no estreito de Ormuz após quase um mês de cessar-fogo. Nesta segunda-feira (4), militares norte-americanos afirmaram ter destruído seis pequenas embarcações iranianas e interceptado mísseis de cruzeiro e drones disparados pelo país persa.
O comando militar de Washington ainda afirmou que escoltou com segurança dois navios comerciais do país por Ormuz. Mesmo com os ataques, Washington afirma que não houve violação do cessar-fogo por parte de Teerã. O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ainda disse que a trégua não terminou e que os EUA não buscam conflito.
Apesar das declarações, o presidente Donald Trump ameaçou “eliminar da face da Terra” as forças iranianas que tivessem como alvo embarcações norte-americanas. Já o Irã ampliou as ameaças contra os EUA nesta terça-feira (5) e disse que ainda não começou o confronto com Washington por Ormuz.
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