Análise: pedido dos EUA para suspensão temporária de ataques mostra força da Ucrânia
Estados Unidos teriam pedido que o país não atacasse Moscou até esta quarta (26) devido à viagem de uma autoridade americana
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O diretor da CIA (Central Intelligence Agency), John Ratcliffe, teria feito uma viagem secreta à Rússia para participar de reuniões em Moscou nesta terça-feira (25), segundo informações da imprensa norte-americana.
O motivo da viagem do ex-diretor de inteligência nacional do presidente dos Estados Unidos, que agora chefia a agência de espionagem do país, não foi informado. Representantes da CIA e do Kremlin não confirmam a informação.
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O jornal Financial Times informou, no entanto, que os EUA pediram à Ucrânia que não atacasse Moscou, nem zonas no norte da Rússia, entre segunda-feira (24) e quarta-feira (26), a fim de permitir a viagem de uma autoridade norte-americana, e o pedido foi aceito.
Em entrevista ao Conexão Record News, Vitelio Brustolin, pesquisador e professor de relações internacionais, afirma que a viagem de Ratcliffe teria o objetivo de negociar uma possível saída para a guerra do Leste Europeu.
“É sintomático que o país que está sendo agredido tenha que receber um alerta para não atacar Moscou, porque pode alvejar a autoridade dos Estados Unidos. Isso demonstra o quanto a Ucrânia foi se empoderando ao longo desses quase cinco anos de guerra”, ressalta.
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