Análise: presidente do Irã coloca país em ‘condição de vitimização’ na ONU
Pezeshkian se defendeu das acusações de terrorismo feitas por Trump durante discurso nesta quarta (23)
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante o segundo dia da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), o presidente do Irã criticou os Estados Unidos e Israel. Masoud Pezeshkian se defendeu das acusações de terrorismo feitas por Donald Trump e acusou os norte-americanos e israelenses de serem os verdadeiros estados terroristas e de alvejar civis. O presidente iraniano disse ainda que nunca haverá paz no Oriente Médio sem justiça para a Palestina.
Já o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, pretende ampliar a guerra para outros países europeus, incluindo territórios da Otan (Organização das Nações Unidas). Segundo ele, governos europeus receberam informações de inteligência sobre possíveis intenções russas.
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Em entrevista ao Link News desta quarta-feira (23), Danilo Porfirio, professor de direito e relações internacionais, afirma que o presidente do Irã coloca o próprio país em uma “condição de vitimização diante de uma ação estrangeira, exalta a capacidade de resistência do Irã diante dos ataques, só que não lembra das relações de causa e consequência que geraram essa guerra”.
Enquanto, segundo ele, o discurso de Zelensky faz sentido de certa maneira, pois os russos visam recuperar a influência histórica sobre alguns territórios, e há um temor de ações russas em relação a países que fizeram parte da União Soviética, que atualmente integram a União Europeia e a Otan.
Sobre a proposta do líder ucraniano de um cessar-fogo energético no Leste Europeu, Porfirio explica que o mundo moderno não se sustenta sem energia, e um colapso do sistema de produção e distribuição de energia pode gerar o colapso de um país inteiro.
Além disso, ele destaca que tanto a Rússia quanto a Ucrânia são países que sofrem com o frio, o que torna o sistema de aquecimento e calefação imprescindível para ambos. “Esse tipo de ação atinge diretamente os civis. E isso pode também gerar para ambos uma instabilidade política. Então, esse é o ponto sensível. É atingir o ânimo da população civil”, diz.
Por fim, o professor esclarece o que é possível esperar da fala de Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, que marca o primeiro discurso venezuelano na Assembleia Geral da ONU desde 2018 e desde a prisão de Nicolás Maduro. “O discurso vai ser, com certeza, um discurso de combate ao imperialismo, de defesa à pátria, à causa da defesa nacional. Mas nós sabemos que, na prática, hoje o governo atual está sujeito à ordem político-econômica americana”, ressalta.
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