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Análise: situação do Líbano é mais difícil de ser resolvida do que a do Irã

Morte de soldado francês em missão de paz da ONU ameaça cessar-fogo na região

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A morte de um soldado francês no Líbano levanta preocupações sobre o cessar-fogo na região.
  • O Hezbollah é acusado pelo ataque, mas nega envolvimento, pedindo cautela nas investigações.
  • Especialistas afirmam que a situação no Líbano é mais complexa e tensa do que a do Irã.
  • A composição multicultural do Líbano dificulta a busca por soluções para os conflitos persistentes.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um soldado francês da missão de paz das Nações Unidas foi morto no Líbano. O ataque coloca em risco o cessar-fogo também anunciado pelo presidente dos Estados Unidos. Além do soldado morto, outros três franceses, integrantes da força de paz da ONU, ficaram feridos. A França acusou o Hezbollah de ser o responsável pelo ataque. O grupo terrorista, que é apoiado pelo Irã, negou qualquer envolvimento e pediu cautela na atribuição de responsabilidades, até que o exército libanês conclua as investigações.

Leonardo Trevisan, em entrevista ao programa Hora News deste domingo (20), alerta para a dificuldade de uma solução para a região. “Com tudo que temos falado do drama iraniano, o do Líbano é maior ainda. Eu não tenho medo de afirmar que a situação no Líbano, em termos de longo prazo, é mais tensa, é mais problemática. A do Irã é mais explosiva para o mundo. Não há dúvida nenhuma, pelo caso do preço do petróleo. Mas a do Líbano é mais difícil de ser resolvida”, afirma.


O professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) ressalta que já há mais mortos pelos conflitos no Líbano do que no Irã, mesmo sendo um país de população quase 20 vezes menor.

“Porque a manutenção do governo de Netanyahu [primeiro-ministro de Israel] depende de ele manter o apoio das forças ultraortodoxas, dos radicais religiosos israelenses que o sustentam. Para isso, a grande promessa de Netanyahu para esses radicais era expandir a colonização israelense para o sul do Líbano [...] expandindo, criando o Grande Israel que os ultraortodoxos querem. Nada disso é fácil, nada disso é possível [...]. Quando Israel avança e fixa uma linha que vai se manter no território do Líbano, o alvo é agradar essas forças de direita, com uma destruição brutal”, acrescenta. Ele ainda pontua que a oposição a Benjamin Netanyahu também defende a presença israelense no país vizinho para ganhar voto.


Trevisan também argumenta que “o Líbano é completamente diferente do Irã” devido à sua composição multicultural. “O Líbano é multifacetado, ele tem cristãos drusos, cristãos maronitas, ele tem uma população xiita, uma população sunita. Tem o Hezbollah também, que é guerrilheiro contra Israel. Olha o caldeirão! Então, é nesse sentido que o ataque ao Líbano preocupa”, alerta o professor.

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