‘Quando Hezbollah e Israel querem brigar, fica difícil separar’, diz especialista
Apesar de cessar-fogo, Beirute acusa Tel Aviv de bombardeios
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
O Líbano acusou Israel, nesta sexta-feira (17), de violar o cessar-fogo anunciado por Donald Trump. As hostilidades seriam pausadas por dez dias para possibilitar as negociações de paz entre os dois lados, que discutem o combate ao grupo terrorista Hezbollah. Mas especialistas têm alertado para a fragilidade do acordo.
Segundo Ricardo Cabral, em entrevista ao Conexão Record News, o objetivo de Tel Aviv é formar uma zona-tampão no sul do território libanês. “O Irã, que é aliado do Hezbollah, já falou que não aceita e quer atrelar os acordos do Líbano a um acordo geral, coisa que os americanos já disseram que não aceitam também. Ou seja, cheio de vetos e linhas vermelhas, a verdade é que esse acordo depende muito mais de dois elementos: Israel e o Hezbollah não são confiáveis, eles querem guerrear, e quando os dois querem brigar, fica difícil separar.”
As Forças de Defesa israelenses não confirmaram os bombardeios, mas o premiê Benjamin Netanyahu afirmou que as tropas permaneceriam no sul do território libanês durante a trégua, e o ministro da Defesa disse que a operação militar, que já durava 45 dias, não terminou. Tel Aviv quer o apoio de Beirute para desarmar os terroristas, que argumentam que a presença do Exército de Israel permite que haja uma reação.
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