Análise: tecnologia russa equilibra lado iraniano em meio a disputa de narrativas com os EUA
Segundo Leonardo Trevisan, ambos os países tentam se beneficiar de versões do resgate de militar norte-americano
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Ambas as versões do Irã e dos Estados Unidos sobre o que teria acontecido no resgate do militar norte-americano levantam dúvidas, analisa o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan.
Em entrevista ao Conexão Record News, ele reflete que “o que efetivamente aconteceu talvez a gente nunca saiba“. E completa: ”A versão iraniana é curiosa, protege tanto os interesses iranianos quanto a mensagem americana [protege os interesses dos EUA].”

Enquanto Donald Trump insiste na retórica de superioridade militar norte-americana e no sucesso do resgate, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirma que a operação pode ter sido uma fachada para roubar urânio enriquecido.
“A mensagem americana parece um filme de ação, aqueles filmes [tipo] Missão Impossível. A realidade não é essa; como é que a CIA faz esse tipo de coisa? Há uma certa dificuldade. Por outro lado, acreditar apenas que essa missão era para roubar urânio enriquecido do Irã é de igual teor”, diz Trevisan. Para ele, os dois lados defendem as narrativas das quais podem se beneficiar.
Mas, acima da guerra de versões, está o fato de que o avião militar dos EUA foi abatido. “O Irã não tinha tecnologia militar para abater um avião de tal porte, de tal perfil tecnológico. Quem deu essa tecnologia para o Irã? Ele não tinha um mês atrás”, pontua o professor.
Ao seu próprio questionamento, sua resposta é direta: os russos. “Só eles teriam uma tecnologia para isso, fora os chineses. Como os chineses provavelmente não se meteriam, sobrou os russos.” Hoje, a realidade da guerra está muito mais equilibrada. “Os iranianos não estão tão desamparados e muito menos isolados”, conclui.
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