‘Confusão à vista’: bloqueio dos EUA em Ormuz pode colocar a China na guerra
Caso navios chineses sejam interceptados no estreito, Pequim deve responder militarmente, avalia especialista
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Depois que o presidente Donald Trump declarou nesta segunda-feira (13) que qualquer navio que entrar ou sair de um porto iraniano poderá ser interceptado por uma embarcação norte-americana, o Irã acusou o líder de praticar pirataria e ameaça atacar outros portos no Golfo Pérsico.
A discussão ocorre após as tentativas falhas de negociação entre os países no último fim de semana e é influenciada pelo bloqueio dos EUA ao estreito de Ormuz. Uma medida que, na análise do especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, não somente pode fracassar ao tentar enfraquecer o Irã, como também levar a um conflito ainda maior e perigoso ao envolver a China.

“Enquanto bloqueiam as exportações de petróleo e gás dos vizinhos, o Irã continua a exportar para a China. E isso já cria uma confusão, porque os chineses falaram: se interceptarem nossos navios, vamos ter que responder militarmente ao bloqueio. [...] Confusão à vista. [...] Já faz tempo que a China deixou de ser um ator regional. Ela é um ator global”.
No Conexão Record News desta segunda, Cabral afirmou que a esquadra da potência asiática é maior em número de navios do que a estadunidense. Para evitar um conflito entre os dois, Trump avalia que o melhor, no momento, é continuar a pressionar o Irã. O especialista ainda não descarta a possibilidade de os EUA bombardearem os terminais de exportação iranianos, o que seria mais seguro estrategicamente.
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Irã prefere ‘governar sobre ruínas’
Cabral também abordou a dificuldade nas negociações entre os dois atores beligerantes e concluiu que “os EUA não confiam no Irã porque ele não cumpre nada. E, já prevendo que não vão cumprir nada, os EUA também não fazem nada”.
Em um cenário com poucas brechas para o diálogo, a sociedade iraniana enfrenta dificuldades e, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), poderá enfrentar uma das piores crises alimentícias da história. O regime local, entretanto, já espera por isso e fecha as fronteiras para impedir a fuga dos civis. Uma jogada por parte da Guarda Revolucionária Iraniana que visa manter a supremacia.
“Essa (nova) liderança iraniana prefere governar sobre ruínas do que ceder aos EUA. [...] Vai matar quantos forem necessários para se manter no poder. Isso é cálculo estratégico. [...] Infelizmente, o que a ONU está falando é algo que está dentro da estratégia”. Tanto na terra quanto no mar, as leis continuam a ser desrespeitadas no Oriente Médio.
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