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‘Espanha é um dos poucos países com a ousadia de bater de frente com Trump’, avalia analista

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol, realiza visita oficial à China, agravando tensões com os EUA

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, realiza visita oficial à China, reforçando laços comerciais.
  • O encontro com Xi Jinping agrava tensões com Donald Trump devido a divergências sobre a guerra no Oriente Médio.
  • Analista Uri Fancelli destaca a postura da Espanha como a de um amigo sincero que diz verdades, contrariando Trump.
  • Trump pode reagir de forma imprevisível à aproximação entre China e Espanha, possivelmente afastando aliados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pelo quarto ano seguido, Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, faz uma visita oficial à China, iniciada nesta segunda (13). O político é um dos principais defensores da expansão dos parceiros comerciais europeus e enxerga o país asiático como um aliado estratégico em vez de um rival.

Ao mesmo tempo que o encontro fortalece as conexões com Xi Jinping, ele enfraquece ainda mais as que restam com Donald Trump. Atritos causados pela resistência do governo espanhol em fornecer apoio aos Estados Unidos para a reabertura do estreito de Ormuz e as constantes críticas realizadas sobre a guerra no Oriente Médio têm criado um cenário de tensão entre os dois.


Si si, me gusta China
Quarta visita oficial do primeiro-ministro em 4 anos simboliza maior alinhamento com a China Reprodução / Record News

No Conexão Record News desta segunda-feira, o analista de relações internacionais Uriã Fancelli levantou um artigo lido em uma revista do exterior que caracteriza a postura espanhola como semelhante à de um amigo. “Mas não é aquele amigo bajulador que bate palmas, e sim aquele que, muitas vezes, diz verdades necessárias que precisamos ouvir [...] A Espanha é um dos poucos países que tiveram a ousadia de muitas vezes bater de frente com o Donald Trump”.

O analista ainda não consegue prever qual será o tom adotado por Trump em meio a esse fortalecimento nas relações entre China e Espanha. Ele lembra que, quando o Canadá assinou um acordo comercial com o país, o presidente primeiramente apoiou e depois passou a ameaçar os canadenses. Na opinião do especialista, a imprevisibilidade do líder passou a tornar-se um motivo de afastamento de antigos aliados.


“Muitas vezes essa postura hostil do Donald Trump em relação aos aliados está justamente abrindo espaço para que os mesmos aliados se aproximem daquele que é o maior rival geopolítico dos EUA, a China”, conclui Fancelli.

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