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Entenda por que países da Otan não querem se envolver com os EUA na guerra do Oriente Médio

Enquanto isso, Turquia tenta usar cúpula em Ancara para redefinir os laços entre Trump e a aliança

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro turco espera que países da Otan aproveitem cúpula em Ancara para estabelecer laços com Donald Trump.
  • Desencontros entre Trump e a Otan se intensificaram com a decisão europeia de não se envolver na guerra contra o Irã.
  • A Otan é vista como uma aliança defensiva, focada em proteger seus membros de ataques externos, evitando novos conflitos.
  • Países como França e Reino Unido descartam o envolvimento direto na guerra, priorizando a segurança do estreito de Ormuz.

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O ministro das Relações Exteriores da Turquia revelou sua expectativa pela presença de Donald Trump no encontro de líderes em Ancara, capital turca, e ainda declarou que os aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) deveriam aproveitar a cúpula marcada para julho deste ano para definirem laços com o presidente norte-americano.

Segundo ele, a presença do presidente Trump seria devido ao respeito pessoal do líder turco, mas os países da aliança poderiam transformar o momento em Ancara em uma oportunidade de fundamentar relações sistemáticas com o governo dos Estados Unidos.


“O ministro quer manter, pelo fato de a Turquia sediar a cúpula esse ano, os países engajados e mostrar que será uma cúpula que vai render frutos, que todos os principais membros da aliança estarão presentes”, afirma o analista de relações internacionais Uriã Fancelli em entrevista ao Conexão Record News.

Fancelli explica que os desencontros entre Donald Trump e Otan são anteriores à guerra contra o Irã, mas se intensificaram quando os países europeus da aliança decidiram não ‘embarcar’ no conflito.


“Acontece que existe um motivo bastante específico para os países adotarem essa abordagem. Eu acho que o primeiro deles tem a ver com a Otan, historicamente, ser classificada como uma aliança defensiva; portanto, ela vai sempre ali focar em defender os seus países de ataques externos e não gerar novas ou criar novos conflitos”, diz.

Ele elucida ainda o segundo motivo: “Até mesmo levando em consideração o que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia, entre Rússia e os países europeus, eu vejo que se esses países europeus entrassem de maneira mais direta nessa guerra contra o Irã, isso daria inclusive munição para o próprio Vladimir Putin tentar pintar a Otan como uma aliança ofensiva e não defensiva”.


“Eu acho que eles adotam, sim, uma postura bastante correta ao se colocarem à disposição para eventualmente ajudarem a deixar o estreito de Ormuz um lugar mais seguro, mas sem necessariamente entrar em conflito agora. É por isso que a gente observa alguns países, como França e Reino Unido, sendo bastante diretos, dizendo que eles não vão, nesse momento, se envolver”, conclui.

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