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Análise: tropas dos EUA na América Latina simbolizam influência da ‘Doutrina Donroe’

‘É uma aliança que, em si, já gera uma série de preocupações’, afirma especialista sobre Escudo das Américas, idealizado por Trump

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cerca de 600 soldados norte-americanos serão enviados para Honduras, Panamá e Colômbia para treinar forças locais e apoiar operações antidrogas.
  • A chegada das tropas é vista como um fortalecimento da 'Doutrina Donroe', aumentando o controle dos EUA na América Latina e reduzindo a influência chinesa.
  • A aliança, conhecida como Escudo das Américas, gera preocupações sobre segurança, cooperação multilateral e acordos econômicos.
  • O governo brasileiro está atento à possibilidade de que essa aliança possa sobrepor mecanismos institucionais existentes, como o Tiar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Honduras, Panamá e Colômbia devem receber cerca de 600 soldados norte-americanos para o treino de forças locais e apoio durante operações contra o tráfico de drogas. Segundo o jornal The New York Times, os primeiros integrantes já são enviados para uma nova instalação de treinamento na selva do Panamá. O especialista em relações internacionais José Paulo Ferreira encarou as movimentações com preocupação.

Para ele, a chegada das tropas simboliza um fortalecimento da ‘Doutrina Donroe’ na América Latina, que prega pelo aumento do controle norte-americano no continente e a diminuição da influência chinesa na região. Paulo destaca que governos com apoio explícito de Donald Trump têm seguido os valores da política, o que prepara o terreno para a formação de grupos idealizados pelo presidente, como o Escudo das Américas.

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Um batalhão de 600 soldados deve desembarcar na América Latina para exercícios militares Reprodução / Record News

“É uma aliança que, em si, já gera uma série de preocupações. [...] Ela não abarca apenas o sentido de segurança das Américas, mas também a cooperação multilateral e o eixo econômico. [...] Envolve também o compartilhamento de inteligência com esses outros países que aderiram, [...] mas também investimentos, facilitação de acordos de minerais críticos”, detalhou durante o Conexão Record News desta sexta (16).

A preocupação de Paulo também se estende para o governo brasileiro. A ameaça de que o grupo idealizado por Trump possa sobrepor mecanismos institucionais já existentes é discutida pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), que cogita inspecionar o Tiar (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca) para avaliar se uma violação estaria ou não sendo cometida.

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Os resultados das eleições presidenciais poderiam mudar o cenário, mas Paulo não acredita que esse seria o caso: “A alternativa que o Brasil vai tomar a partir do ano que vem, independentemente de qual seja o presidente que assuma [...] seria de defender o compromisso regional de Santiago”. Outro pacto também voltado ao combate ao narcotráfico.

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